Jacarta, 8 abr (EFE).- Mais de 170 milhões de indonésios foram convocados às urnas para participar amanhã das eleições legislativas do país, cujos resultados servirão para medir forças entre partidos e forjar alianças rumo ao pleito presidencial, previsto para o dia 8 de julho.

O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, precisa que sua legenda, o Partido Democrata, obtenha pelo menos 25% dos votos, o mínimo estabelecido pela lei eleitoral indonésia para poder concorrer à reeleição.

As últimas pesquisas de intenções de voto preveem que Yudhoyono atingirá seu objetivo, o que deve se traduzir em quase um quinto das 560 cadeiras da Assembleia Popular, a Câmara baixa do Parlamento indonésio.

Já o Partido Democrático da Indonésia para a Luta (PDI-P), da ex-presidente Megawati Sukarnoputri, e o Golkar, a antiga legenda do líder indonésio Suharto e dirigida pelo atual vice-presidente do país, Jusuf Kalla, aparecem na segunda e terceira posições, respectivamente, com entre 15% e 20% dos votos.

O panorama político indonésio se completa com outras 35 pequenas legendas, das quais apenas seis devem alcançar representação superior ao mínimo exigido de 2,5% de votos.

O eleitorado da Indonésia se distanciou dos partidos políticos islâmicos e apoia uma maior participação da mulher na política.

"A resistência à presença da mulher nos corpos legislativos vem dos partidos políticos, porque muitos deles não têm políticas internas que apóiem mulheres parlamentares", apontou o analista Ani Soetjipto, da Universidade da Indonésia.

Também serão decididos amanhã os 128 membros do Conselho Representativo Regional, a Câmara alta da Indonésia.

A crise econômica, a batalha contra a corrupção, a segurança e a estabilidade nacional foram os temas dominantes da campanha eleitoral, que transcorreu com normalidade, exceto nas províncias separatistas de Aceh e Papua.

Em um país de mais de 17 mil ilhas, das que seis mil são desabitadas, foram instalados 610 mil centros eleitorais. Alguns deles ainda não tinham recebido cédulas e urnas às vésperas do pleito.

A Comissão Eleitoral indonésia conta com mais de 77 mil oficiais para a supervisão da votação, que acontecerá entre 7h e 12h (horários locais).

O Partido Democrata e outras sete legendas assinaram um acordo para espalhar 500 mil pessoas pelas diferentes circunscrições com a missão de denunciar qualquer irregularidade ou violação da nova lei eleitoral.

Os observadores asseguram que as eleições atendem aos padrões internacionais. Entretanto, os resultados oficiais só serão conhecidos em um mês. EFE jpm/bba

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