Eleições em Jerusalém ocorrem em meio à situação de pobreza e incertezas

Jerusalém, 9 nov (EFE) - A luta contra a pobreza e a tensão entre laicos e religiosos centram as eleições locais em Jerusalém, que serão realizadas na próxima terça-feira sob a incerteza de um acordo de paz entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP). Governada há cinco anos por um prefeito ultra-ortodoxo, Uri Lupolianski, a cidade santa enfrenta sérios problemas socioeconômicos, que vão desde a extrema pobreza de seus 751.900 habitantes às eternas lutas por seu caráter religioso.

EFE |

Relatórios estatísticos apontam que Jerusalém, a maior cidade de Israel e desde 1949 a capital não-reconhecida do país por parte da comunidade internacional, é também a mais pobre.

"Jerusalém precisa de uma injeção urgente de capital", afirma o ex-empresário Nir Barkat, favorito nas pesquisas e que promete aproveitar suas relações com o mundo financeiro para desenvolver a indústria da cidade.

As estatísticas falam por si: enquanto na vizinha Tel Aviv, cerca de 60 quilômetros, o salário bruto per capita é de US$ 24 mil anuais, em Jerusalém esse valor é de apenas US$ 16 mil.

E isso na parte oeste, onde vive a maioria judaica, porque no leste da cidade, os 250 mil moradores palestinos ganham menos de US$ 4 mil per capita anuais, outro dos indicadores que provam a existência de contrastes em um mesmo território.

A falta de um futuro econômico e os astronômicos preços da habitação encorajam, há 15 anos, um alto índice de emigração, também impulsionado pela eterna tensão entre laicos e religiosos.

Barkat e o multimilionário de origem russa Arkady Gaidamak, terceiro nas pesquisas, afirmam em suas campanhas que transformarão Jerusalém em um local de leis destinadas a fomentar o investimento e a devolver a classe média progressista que saiu da cidade.

Além deles, concorre o candidato da comunidade ultra-ortodoxa, Meir Porush, segundo nas pesquisas e que representa a continuidade.

As campanhas dos candidatos são voltadas principalmente para a população judaica, porque as eleições anteriores mostram que 95% dos palestinos devem boicotar as eleições para evitar um reconhecimento implícito da soberania israelense no leste, a qual a ANP reivindica como capital de um futuro Estado independente. EFE elb/ab/db

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