Israel celebrará eleições legislativas antecipadas em 10 de fevereiro de 2009, informou à AFP o líder de um grupo parlamentar depois de uma reunião de representantes dos partidos políticos com a presidente da Kneset (parlamento).

"Em uma reunião entre a presidente da Kneset, Dalia Itzhik, e o líderes dos grupos parlamentares, chegou-se a um acordo para realizar as próximas eleiçoes legislativas em 10 de fevereiroo", declarou Ahmed Tibi, chefe da Lista Árabe Unificada (quatro cadeiras).

Intensas consultas dominaram a Knesetnesta terça, já que a lei determina que as eleições aconteçam no mais tardar em 10 de fevereiro, 90 dias depois do anúncio feito na segunda-feira pelo presidente Shimon Peres de que nenhum deputado estava em condições de formar um governo, e que seria inevitável antecipar as legislativas.

O líder da bancada do Likud, principal partido da oposição de direita, Gideon Saar, havia defendido eleições "o mais rápido possível".

O Partido dos Aposentados (sete deputados), que segundo as pesquisas pode desaparecer no próximo Parlamento, desejava eleições antecipadas na primavera (hemisfério norte, outono no Brasil) por considerar que os eleitores mais idosos têm dificuldades para sair de casa no inverno.

Negociações com Palestina e Síria

O atual primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, anunciou na segunda-feira que permanecerá à frente do governo de transição até as eleições. Teoricamente, seu governo tem plenos poderes, mas não pode concluir acordos que comprometam o futuro do país. Olmert, acusado de corrupção, apresentou em setembro sua renúncia.

Por este motivo, os ministros israelenses do Interior, Meir Sheetrit, e da Infra-Estrutura, Binyamin Ben Eliezer, afirmaram que são favoráveis ao congelamento das negociações com os palestinos e a Síria até as eleições antecipadas.

Sheetrit, membro do Kadima, declarou à rádio pública que as negociações com os palestinos e os sírios "não podem avançar durante o período eleitoral em Israel e nos Estados Unidos".

"Na atual situação política, o governo de transição e o Parlamento não poderiam ratificar nenhum acordo. Não podem acontecer progressos significativos, tanto os sírios como os palestinos compreenderam bem".

Binyamin Ben Eliezer, um dos líderes do Partido Trabalhista, considera que um governo de transição "não pode tomar decisões estratégicas que afetem a existência do Estado de Israel".

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