Eleições americanas têm taxa de participação recorde

A eleição presidencial americana que elegeu o democrata Barack Obama registrou um número recorde de eleitores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira.

AFP |

Cerca de dois terços dos americanos inscritos para votar participaram das eleições a nível nacional, o que representa uma taxa de participação de 64,1%, segundo Michael McDonald, da Universidade George Mason, citado pelo site especializado RealClearPolitics - e esse percentual é o maior desde 1908.

De acordo com pesquisas de boca-de-urna citadas pela rede de televisão CNN, Obama, primeiro negro a chegar à Casa Branca, obteve o apoio de 43% dos eleitores brancos, porcentagem que chega a 54% no eleitorado branco com menos de 30 anos. O senador por Illinois contou com o pleno apoio da comunidade negra, onde teve 96% dos votos.

Na Flórida (sudeste), 11,2 milhões de habitantes, tradicionalmente republicana (elegeu George W. Bush em 2000 e 2004), a participação chegou a 72%, segundo números divulgados pelas autoridades locais - a maioria votou em Obama.

Outros dados oficiais indicam que a participação ultrapassou 70% em vários estados chave da disputa eleitoral, como o Missouri, a Carolina do Norte e Ohio. Para ser eleito presidente, o candidato deve obter o voto de 270 dos 538 delegados do Colégio Eleitoral.

Na história recente dos Estados Unidos, a participação no pleito do dia 4 de novembro é comparável apenas à registrada em 1960, quando 63,1% dos americanos foram às urnas - e a maioria deles elegeu John Fitzgerald Kennedy (1917-1963).

A organização das eleições é uma atribuição de cada estado e um número definitivo da participação só costuma ser divulgado após os resultados finais. Em 2004, o número de registrados foi de 174 milhões, com o comparecimento às urnas de pouco mais de 122 milhões (55,3%).

As eleições também representaram um recorde de arrecadação para uma campanha eleitoral: Obama conseguiu mais de 640 milhões de dólares até meados de outubro, segundo dados oficiais.

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