Eleição para presidente do Panamá tem bom comparecimento às urnas

Panamá, 3 mai (EFE).- Os panamenhos compareceram hoje em massa às eleições gerais que transcorrem normalmente e nas quais todas as previsões dão como favorito à Presidência o candidato opositor Ricardo Martinelli.

EFE |

Os observadores nacionais e internacionais e todos os candidatos coincidiram em destacar o alto índice de participação, que pode superar os 70%, e o ambiente de normalidade com que se desenvolve a eleição, exceto por alguns incidentes isolados.

Todas as pesquisas dão a Martinelli, líder do partido opositor Mudança Democrática (CD), de 10 a 14 pontos de vantagem sobre a candidata governista, Balbina Herrera, engenheira agrônoma de 54 anos e ex-ministra de Habitação do atual Governo.

Os analistas consultados hoje pela Agência Efe coincidiram em assinalar, no entanto, que o alto índice de participação favorece mais Herrera do que Martinelli.

Dentre os três candidatos presidenciais, todas as previsões descartaram qualquer possibilidade de vitória ao ex-presidente Guillermo Endara, advogado de 72 anos, que Governou o Panamá de 1989 a 1994 e que não chega a 4% das intenções de voto, à frente do partido, Vanguardia Moral da Pátria (VMP).

"A eleição é uma festa democrática", disse, após votar, Balbina Herrera, candidata presidencial do Partido Revolucionário Democrático (PRD), atualmente no Governo e agrupamento com o maior número de militantes no Panamá, em torno de 700 mil.

"Aqui não há opositores; opositores são os problemas que vivemos a cada dia", afirmou a candidata, acrescentando que "todos somos amigos, irmãos; todos somos Panamá".

Durante um percurso pelas seções eleitorais pouco antes de votar, Martinelli declarou que "a democracia se fortalece com o sufrágio" e declarou que "hoje é um dia de mudança no Panamá".

Este empresário multimilionário de 57 anos convidou "quem ganhe hoje nas eleições a trabalhar com quem perca".

Martinelli lidera com seu partido Aliança pela Mudança, integrada também pelos direitistas Molirena, União Patriótica (UP) e Panameñista.

"O importante é que hoje se exerce o voto em plena liberdade, que se faz com tolerância, que as pessoas participam, que nós panamenhos queremos o sistema democrático como está se demonstrando em nível nacional, sem incidências e sem nenhuma dificuldade", ressaltou por sua parte o atual presidente do país, Martín Torrijos.

Pouco após votar, o governante panamenho, também secretário-geral do PRD, pediu que os panamenhos fossem em massa às urnas para escolher "a mulher ou o homem que dirigirá ao país pelos próximos cinco anos".

O chefe da missão de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA), o argentino José Octavio Bordón, destacou em entrevista coletiva "a maciça participação cidadã" e a "eficiência e normalidade" com que se está desenvolvendo a eleição.

A OEA tem 53 técnicos nas nove províncias e em duas comarcas indígenas do Panamá, o país ibero-americano de menor população, com apenas 3,3 milhões de habitantes.

A representante da seção capítulo panamenha de Transparência Internacional, Angelica Maytín, também enfatizou "a normalidade" da votação, embora ponderando que a campanha eleitoral "não foi o melhor dos processos".

Maytín considerou que no Panamá "precisa aprovar reformas sobre o financiamento da campanha dos partidos".

As eleições começaram em todo o país às 7 h locais (9h de Brasília) e vão até as 16h locais (18h de Brasília).

Ao todo, 2.211.261 cidadãos maiores de 18 anos escolherão hoje o presidente da República, o vice-presidente, 71 deputados da Assembleia Legislativa, 75 prefeitos e 20 membros do Parlamento Centro-Americano (Parlacen) para o período 2009-2014.

O Tribunal Eleitoral (TE) deve começar a divulgar os resultados entre meia-hora e uma hora após o fechamento das seções de votação, embora não deva haver uma tendência oficial antes das 19h locais (21h de Brasília). EFE av/jp

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