Eleição nos EUA tem maior participação em décadas, dizem analistas

Washington, 5 nov (EFE).- As eleições dos Estados Unidos tiveram a maior porcentagem de participação em décadas, de acordo com os dados disponíveis até o momento, asseguraram hoje especialistas.

EFE |

Faltando os dados definitivos, cerca de 136 milhões de americanos teriam participado do pleito de ontem, o que representa uma percentagem de 64,1%, segundo Michael McDonald, da Universidade George Mason, na Virgínia.

Isto significaria, de acordo com o analista, a maior participação desde 1908, quando chegou a 65,7%, na vitória do candidato William Traft sobre William Jennings Bryan.

Os números deste ano superariam, portanto, os 63,8% registrados em 1960 nas eleições em que John F. Kennedy e Richard Nixon se enfrentaram.

Por sua parte, Donald Green, diretor do Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Yale, acredita que a participação foi 8% superior à das eleições de 2004, o que elevaria a porcentagem total a 65% , de acordo com o periódico "USA Today".

No entanto, Curtis Gans, diretor do centro para estudos sobre o eleitorado americano da American University, discordou da análise de seus dois colegas e assegurou que a participação é a melhor em quatro décadas, mas não de um século inteiro.

Gans explicou que seus cálculos indicam que a participação nas eleições de 2008 se iguala ou supera à de 1964, mas não será maior que a de 1960.

De acordo com o analista, no total terão participado entre 134 e 135 milhões de americanos no pleito de ontem.

Para muitos especialistas, mais interessante do que a participação recorde é a análise demográfica do resultado das eleições.

Baseando-se nas pesquisas a boca-de-urna, Stephen Ansolabehere, professor da Universidade de Harvard e do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), determinou que os brancos formaram 74% do eleitorado, o que representa uma diminuição considerável em relação aos 81% registrados em 2000.

Se os números oficiais confirmarem os presságios dos analistas, as eleições presidenciais de 2008 não serão somente recordadas por terem feito história ao escolher ao primeiro presidente afro-americano, mas também por sua participação recorde. EFE cai/rr

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