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Eleição no Zimbábue é intimidação em massa , diz oposição

O líder de oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, descreveu o segundo turno da eleição presidencial desta sexta-feira como um exercício de intimidação em massa. O que está acontecendo hoje não é uma eleição.

BBC Brasil |

É um exercício de intimidação em massa com as pessoas em todo o país sendo obrigadas a votar", afirmou.

Apenas o presidente Robert Mugabe está concorrendo, apesar de o nome de Tsvangirai ainda estar na cédula.

Tsvangirai está boicotando o pleito por causa da violência e da intimidação sofridas pelos seus partidários e descreveu a votação como uma simulação organizada por uma "ditadura desesperada".

"Felizmente, o zimbabuanos estão tentando ficar longe das urnas, pois eles podem diferenciar a democracia de uma ditadura desesperada pela ilusão de legitimidade", acrescentou.

Comparecimento
Segundo jornalistas e diferentes observadores, o comparecimento dos eleitores ao longo do dia em todo o país estaria sendo baixo.

Tsvangirai afirma que milícias leais a Mugabe estão fazendo com que os eleitores não votem no partido de oposição, Movimento para a Mudança Democrática (MDC, na sigla em inglês).

"Em muitas áreas rurais, em algumas áreas urbanas, as pessoas estão sendo obrigadas a passar a noite em frente às zonas eleitorais. Hoje (sexta-feira), eles receberam ordens da milícia para registrar seus números de registros nas cédulas para identificar qualquer um que vote no MDC", afirmou.

O ministro da Justiça, Patrick Chinamasa, afirmou que as alegações da oposição são mentirosas.

"É o tipo de mentira que o MDC está tentando espalhar. Eles não aceitam que as pessoas possam agir de acordo com a própria escolha. As pessoas que estão saindo para votar estão fazendo isso de acordo com a própria vontade. Não há intimidação", afirmou.

O ministro também negou as informações de que gangues de jovens leais a Mugabe estão indo de porta em porta para forçar os eleitores a votarem. O presidente Mugabe, por sua vez, já depositou o seu voto e disse que está otimista.

Pressão internacional
A eleição está sendo levada adiante apesar de pressão internacional para seu adiamento.

Ministros do Exterior do G8, reunidos no Japão, disseram que não podem aceitar a legitimidade de um governo no Zimbábue "que não reflita a vontade do povo zimbabuano".

Segundo o G8, violência, obstrução e intimidação tornaram uma eleição livre e justa no país impossível.

Os Estados Unidos e a Alemanha disseram que o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai considerar a possibilidade de sanções contra o Zimbábue quando se reunir na próxima semana.

O correspondente da BBC no sul da África Peter Biles disse que o clima entre os partidários da oposição no Zimbábue é de medo.

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