Eleição no Sudão é prorrogada após atrasos e erros

Por Opheera McDoom CARTUM (Reuters) - O Sudão estendeu nesta segunda-feira a votação em suas primeiras eleições abertas em 24 anos devido à atrasos na entrega das cédulas, mas partidos de oposição que ainda não estão boicotando o pleito disseram que a votação deveria ser cancelada.

Reuters |

A eleição começou no domingo e havia sido planejada para durar três dias, mas autoridades anunciaram uma extensão de dois dias, até quinta-feira, para permitir mais tempo para a complexa votação presidencial, legislativa e governamental no maior país da África.

"Há uma extensão de dois dias em todo o país", disse à Reuters o secretário-geral da Comissão Eleitoral Nacional do Sudão, Jalal Mohamed Ahmed. "É para dar mais tempo aos eleitores."

A votação visa transformar o produtor de petróleo, que se recupera após décadas de guerra civil, em uma democracia, mas a principal oposição anunciou um boicote alegando fraude. Grupos opositores que não participaram do pleito disseram que o processo não pode ser salvo.

A eleição deve confirmar o governo de 21 anos do presidente, Omar Hassan al-Bashir, o único chefe de Estado atual a ser procurado por crime de guerra pela Corte Internacional de Justiça, que acusa-o de responsabilidade pela matança em Darfur, o que é negado por ele.

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