Eleição estadual dá vantagem a Merkel

Por Sarah Marsh WIESBADEN, Alemanha (Reuters) - Os conservadores do partido da chanceler alemã, Angela Merkel, conseguiram o número de votos necessário em Hesse no domingo para permanecer no poder, dando ao partido um impulso oito meses antes das eleições nacionais.

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Liderados por Roland Koch, aliado de Merkel, a União Democrata-Cristã (CDU) conseguiu 37,4 por cento dos votos, um pouco acima dos 36,8 por cento da votação obtida há um ano, apontam resultados preliminares.

O resultado garante um número suficiente de cadeiras no Parlamento de Hesse, Estado da capital financeira Frankfurt, para formar uma coalizão com seus aliados preferidos, o Partido Liberal (FDP).

"Está claro que CDU e FDP têm votos suficientes para formar a coalizão em Hesse e neste sentido enviar um sinal aos eleitores nacionalmente", disse Hajo Funke, cientista político da Universidade Livre de Berlim.

Com a maior economia da Europa enfrentando uma profunda recessão, assuntos econômicos são de grande importância para os eleitores alemães. A votação em Hesse é um teste de como eles respondem à crise financeira.

O desemprego aumentou em dezembro pela primeira vez em cerca de três anos e fabricantes alemães estão enfrentando o pior período em décadas.

O partido de centro-esquerda SPD (Partido Social-Democrata) teve um dos piores resultados na votação, com 23,5 por cento. Há um ano, o SPD conquistou 36,7 por cento. A eleição no Estado no último ano não deu ao CDU ou ao SPD -- os maiores partidos alemães -- um número de cadeiras suficiente para formar um governo, o que tornou a nova eleição necessária.

Merkel vai enfrentar o ministro das Relações Exteriores (SPD), Frank-Walter Steinmeier, em uma eleição federal em 27 de setembro. O resultado de Hesse dá aos conservadores vantagens no que vem sendo chamado de o "ano da super eleição" na Alemanha.

Eleitores aparentemente puniram o SPD porque o líder regional em Hesse tentou, após o empate na eleição do ano passado, tomar o poder com a ajuda de aliados.

O resultado mostra, no entanto, que Merkel tem uma dura batalha pela frente.

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