Eleição em Moçambique é marcada por alto comparecimento

Moçambique realizou sua eleição presidencial nesta quarta-feira com alto comparecimento dos eleitores e grandes filas nas zonas eleitorais. José Tembe, repórter da BBC na capital, Maputo, afirma que existe um clima de animação no país, uma grande diferença em relação à eleição de 2004 quando apenas 34% dos eleitores participaram.

BBC Brasil |

De acordo com Tembe as filas começaram a se formar em Maputo antes mesmo da abertura das zonas eleitorais na manhã desta quarta-feira.

A campanha foi marcada pela surgimento de um novo partido político, o Movimento Democrático de Moçambique (MDM) do candidato Davis Simango, o popular prefeito da cidade de Beira. O partido foi criado há apenas nove meses, a partir de uma dissidência do partido de oposição Renamo.

Mas, o partido do governo, o Frelimo, e o presidente Armando Guebuza, ex-general e rico empresário, devem conseguir a maioria.

O partido Frelimo está no comando de Moçambique desde a independência em 1975 e lutou por 16 anos em uma guerra civil contra o Renamo, que tinha o apoio do governo da minoria branca da África do Sul.

O Frelimo também tem 160 cadeiras de um total de 250 no Parlamento do país.

Além do partido do governo e o novo MDM, também disputa a presidência o veterano líder do partido de oposição, o Renamo, Afonso Dhlakama.

As recentes reformas econômicas em Moçambique deram ao país forte crescimento do Produto Interno Bruto, apesar de os efeitos da crise econômica mundial ter afetado o país, levando à queda nas exportações.

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