Eleição do Irã foi a mais livre do mundo, diz presidente do país

Por Hossein Jaseb TEERÃ (Reuters) - O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, disse nesta terça-feira que a contestada eleição presidencial do Irã foi a mais livre do mundo, ao mesmo tempo que líderes oposicionistas criticaram o estado de segurança imposto ao país depois da votação.

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Em seu primeiro discurso desde a confirmação de sua reeleição na votação de 12 de junho, o presidente iraniano, de tendência ultraconservadora, afirmou que a eleição marcou um novo começo no país e o governo está entrando em uma "nova era".

"A eleição presidencial foi a mais livre do planeta... O novo governo está entrando em uma nova era, internacionalmente e internamente", disse Ahmadinejad. "A eleição foi um novo começo para a República Islâmica iraniana."

As autoridades iranianas acusam o Ocidente, em especial os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, de incitarem distúrbios no país depois da eleição, cujo resultado contestado desencadeou os maiores protestos de rua no país desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Ahmadinejad também acusou países estrangeiros de interferência na eleição, que candidatos moderados disseram ter sido fraudada.

"Nossos inimigos estrangeiros (o Ocidente) tentaram mostrar que a votação foi dúbia para minar nosso potencial no mundo," disse ele. "Eles deveriam saber que quanto mais interferem, mais vamos adentrar a cena internacional com força e determinação."

Líderes oposicionistas pediram que as autoridades libertem as pessoas pressas depois da eleição e criticaram "o estado de segurança" imposto ao Irã.

"Mehdi Karoubi, Mirhossein Mousavi e (o ex-presidente Mohammad) Khatami se reuniram na segunda-feira, salientaram a importância do fim do estado de segurança imposto ao país e também pediram a libertação imediata dos manifestantes detidos", informou o site do oposicionista Mousavi.

Mousavi, o principal candidato oposicionista na eleição, e Karoubi disseram que a repressão pós-eleitoral aos iranianos favoráveis a reformas tem de parar.

Eles têm repetido que o novo governo de Ahmadinejad é "ilegítimo" .

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