Khaled Mechaal, chefe no exílio do movimento palestino Hamas, considerado por Washington como terrorista, elogiou neste sábado em declarações à rede de TV britânica Sky News a grande mudança que representa a eleição de Barack Obama, e reiterou sua disposição em dialogar com ele.

"Não há dúvida de que a recente eleição americana representa uma grande mudança, na medida em que o resultado deste pleito é um presidente americano com raízes africanas", declarou Mechaal, que vive no exílio em Damasco.

"Trata-se de uma grande mudança, política e psicológica. Isso é admirável, e parabenizo o presidente Obama", acrescentou.

"Contudo, o resultado desta eleição e desta mudança é que ele deve saber que tem deveres para com os Estados Unidos e o resto do mundo, principalmente naz zonas de conflito como o Oriente Médio", avisou.

"Sim, estamos dispostos a dialogar com o presidente Obama e com o novo governo norte-americano, com um espírito aberto e com base no respeito pela administração americana de nossos direitos e opções", reiterou o líder do Hamas.

O movimento radical islâmico já se dissera pronto para dialogar com Obama na terça-feira, logo depois da vitória do primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos.

Durante uma visita a Israel, em julho, Obama expressou seu apoio a Israel em sua recusa de negociar diretamente com o Hamas.

No entanto, Washington não tem outra alternativa que o diálogo com o Hamas, considerou Mechaal. "O governo americano não tem escolha, porque representamos uma verdadeira força no terreno e somos um movimento que conquistou a maioria dos votos em eleições", afirmou.

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