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Eleição de Obama ajudou a aumentar crimes de ódio nos EUA, diz estudo

Washington, 26 fev (EFE).- A eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos foi um dos fatores que contribuíram para o aumento dos crimes de ódio no país, revelou hoje o estudo Intelligence Report, da ONG Southern Poverty Law Center (SPL, na sigla em inglês).

EFE |

Nos Estados Unidos, são considerados "crimes de ódio" os ataques físicos contra representantes das minorias raciais, religiosas ou sexuais.

Segundo a SPL, os "crimes de ódio" subiram 54% entre 2000 e 2008 nos EUA, devido também ao temor à imigração ilegal e às dificuldades econômicas.

"A eleição de Obama inflamou os racistas extremos que consideram a vitória do democrata como mais um indício de que o país está sitiado pelos que não são brancos", disse Mark Potok, diretor de publicação que com frequência denuncia as atividades de grupos da extrema direita.

"A ideia de que haja um negro na Casa Branca, junto com os problemas gerados pela crise econômica e um persistente alto nível de imigração hispânica, deu aos racistas uma boa plataforma para atrair recrutas", acrescentou.

O SPL identificou em seu relatório, publicado trimestralmente, 926 grupos que promovem o ódio racista, religioso ou homofóbico em 2008, uma alta de 4% em comparação com 2007.

Segundo o relatório, os grupos extremistas exploram a crise econômica para disseminar denúncias de que as minorias e os imigrantes são os responsáveis pela crise que começou no ano passado com o colapso do mercado imobiliário americano. EFE ojl/mh

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