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Eleição de Dilma seria simbólica para democracia brasileira, diz Le Monde

Uma eventual eleição da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a Presidência em 2010 seria um acontecimento duplamente simbólico e lisonjeiro para a democracia brasileira, segundo o jornal francês Le Monde de quarta-feira. Imaginemos o que Dilma representa: uma mulher, pela primeira vez presidente, oito anos depois da eleição de um operário, justifica o diário.

BBC Brasil |

Em um artigo que traça o perfil e a trajetória política da ministra, o Le Monde apresenta como a ex-militante radical de esquerda que hoje tem a reputação de "dama de ferro" e que é a mais provável candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições presidenciais do ano que vem.

"Você vai ouvir falar dela cada vez mais, de agora até o fim de 2010", diz o artigo. "Porque Dilma - evitemos 'Dilminha', uma intimidade da qual ela não gosta - está se tornando a grande estrela da política brasileira."

Segundo o Le Monde, os trunfos da ministra são "a inteligência, a força de trabalho e as qualidades de administradora". Mas o jornal lembra que seu "defeito" é nunca ter enfrentado uma eleição.

'Bisturi'

O diário francês afirma que para tentar superar esta desvantagem e se aproximar mais do eleitorado, Rousseff conta com os conselhos e a ajuda de Lula, e está tratando de se tornar cada vez mais conhecida.

"Ela está 'metendo os pés no barro'. Há vários meses, está em uma acelerada campanha pré-eleitoral, sempre acompanhando o presidente em suas atividades oficiais", diz o Le Monde. "Muitos instrumentos do PT foram colocados à sua disposição para tramar para ela uma rede nacional."

O jornal revela ainda que a ministra passou recentemente por uma transformação em sua imagem. "Alguns cortes apropriados de bisturi rejuvenesceram e suavizaram seus traços. Ela perdeu 10 kg, adotou um penteado mais moderno e mais ruivo, e substituiu seus óculos de miopia por lentes de contato. Ela cuida melhor de sua maquiagem, sorri com mais frequência e usa palavras mais simples em público. O 'produto' Dilma está quase pronto para ser vendido", conclui.

O Le Monde lembra, no entanto, que apesar da imensa popularidade de Lula, a vitória de Rousseff em 2010 não está garantida. "Ela possivelmente terá como adversário um homem de peso, José Serra, governador de São Paulo e ex-rival derrotado por Lula em 2002."


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