Eleição americana deve ser decidida com votos de poucos estados

Macarena Vidal. Washington, 20 set (EFE) - Apesar de os candidatos à Casa Branca terem gasto centenas de milhões de dólares em propagandas pelo país, a batalha para conquistar a Presidência deve se centrar em somente uma parte dos estados, basicamente os mesmos de quatro anos atrás. Esta é a previsão das pesquisas, que indicam resultados muito próximos entre os candidatos em 12 estados, os mais importantes nas eleições e entre os quais estão Ohio, Pensilvânia e Flórida, assim como nas últimas duas eleições. A eles se somam três estados do oeste - Colorado, Nevada e Novo México -, três do norte - Michigan e, em menor escala, Wisconsin e Minnesota -, além de New Hampshire e Virginia, no leste, e Missouri, no centro. O mapa de eleições e as inclinações de cada região são importantes devido ao sistema americano, que confere uma série de votos no colégio eleitoral a cada estado de acordo com o tamanho e a população. Fora algumas exceções, o ganhador em cada estado leva o total dos votos, e, para alcançar a Presidência, são necessários pelo menos 270. Este ano, os candidatos pretendem crescer nos estados mais importantes e reduzir o apoio aos adversários em diversas regiões tradicionalmente democratas ou republicanos. Por exemplo, o candidato republicano, John McCain, deseja competir contra o democrata, Barack Obama, na Califórnia, e o senador por Illinois pretende disputar a hegemonia republicana na Geórgia. Essas aspirações foram um pouco além....

EFE |

Segundo o analista Larry Sabato, da Universidade da Virginia, McCain tem, com margem mais ou menos sólida, 227 votos no colégio eleitoral, contra 212 de Obama.

"Após gastos de centenas de milhões de dólares, todos os polêmicos eventos dos últimos quatro anos e uma campanha, é possível que o mapa eleitoral não seja alterado radicalmente", disse o analista em seu relatório.

Segundo Sabato, há uma convicção "de que pelo menos 42 estados votarão no mesmo partido que elegeram em 2004, e não surpreenderá se esse número superar 45", do total de 50 nos Estados Unidos.

Os especialistas consideraram que, de acordo com as tendências das pesquisas, McCain deve vencer no Missouri, na Carolina do Norte, em Indiana e na Flórida.

Já Obama deve vencer em Minnesota, em Iowa, no Novo México e em Wisconsin.

Isto deixa sete estados como aqueles que podem ter uma maior influência na eleição: Colorado, Michigan, New Hampshire, Nevada, Ohio, Pensilvânia e Virgínia, que somam 89 votos no colégio eleitoral.

Obama passou os últimos dias no Colorado e em Nevada, dois estados fundamentais para sua estratégia.

Ambos apoiaram o presidente George W. Bush em 2004 por uma margem pequena, mas Colorado se voltou aos poucos para o lado dos democratas nos últimos anos, arrastado por uma grande comunidade latina e pelo crescimento da população de classe média alta urbana.

Uma publicação do analista Stuart Rothemberg na página de análise política "RealClearPolitics.com" diz que o Colorado "é um dos estados principais e parece ser o melhor indicador de para onde deve se inclinar a nação".

Se Obama vencer no estado, em Nevada ou no Novo México, será difícil para McCain conseguir a soma de votos necessária no colégio eleitoral, embora não seja impossível.

Do mesmo modo, para McCain é muito importante não perder estados como Virginia, tradicionalmente republicano, mas onde a vantagem é mínima, e conseguir outros que se bandearam para o lado democrata, como Michigan e New Hampshire.

Como categoria própria está Ohio, estado que deu a vitória a Bush em 2004 por pouco mais de 100 mil votos. Algumas pesquisas apontam McCain como favorito, enquanto outras apostam em Obama.

"É mais do que possível que, pela segunda vez consecutiva, este estado eleja o próximo presidente", disse Sabato, que considerou que ninguém vai apontar um favorito em Ohio enquanto isso não ficar esclarecido. EFE mv/fh/db

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