O general reformado direitista Otto Pérez Molina e o centrista Manuel Baldizón vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais da Guatemala em novembro. Com 95% das urnas apuradas, Pérez têm 36% dos votos e seu adversário, 24%.
Otto Pérez Molina concede entrevista coletiva na Cidade da Guatemala
Em terceiro lugar está Eduardo Suger, outro candidato da direita, com 16% dos votos. A votação de Pérez foi menor do que previam as pesquisas de opinião, mas ele é considerado favorito no segundo turno principalmente por causa de possíveis votos dos eleitores de Suger.
“Vamos duplicar nossos esforços agora que estamos no segundo turno”, afirmou Pérez nesta segunda-feira. Durante a campanha, ele prometeu colocar o Exército nas ruas para combater o crime.
Baldizón, um rico proprietário de hotel e ex-congressista, baseou sua campanha numa proposta populista e prometeu apoio aos idosos e aos pobres.
Mais de 7,3 milhões de guatemaltecos foram às urnas do domingo para escolher, além do novo presidente, 158 deputados para o Congresso, 20 para o Parlamento Centro-americano e 333 prefeitos.
O chefe da missão eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Octavio Bordón, parabenizou os guatemaltecos pelo comparecimento às urnas e pediu paciência aos eleitores porque "vale a pena votar para fortalecer a democracia".
Em meio à tranquilidade das eleições, foram denunciadas supostas compras de votos de eleitores, que provocou o bloqueio de pelo menos dois caminhões do interior para impedir a entrada de pessoas estranhas nesses municípios e evitar a compra de votos.
Relatórios oficiais também deram conta da captura de pelo menos quatro pessoas por distribuir panfletos que difamavam os candidatos favoritos para ganhar as eleições.
Com EFE, Reuters e AP
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