Ehud Olmert pode ser acusado por corrupção nos próximos dias, diz jornal

Jerusalém, 28 out (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, poderá ser acusado do crime de fraude nos próximos dias, pois a Polícia pediu provas contra ele, informou hoje o jornal israelense Haaretz.

EFE |

A acusação obrigaria Olmert a abandonar seu cargo antes da realização de eleições gerais antecipadas no próximo dia 10 de fevereiro, diz o jornal em sua primeira página, que cita fontes da Polícia.

O Departamento de Fraude israelense tem várias investigações abertas contra o chefe de Governo, inclusive uma por suborno, mas a que poderá levá-lo à Justiça é a do escândalo das faturas duplicadas.

Olmert e a agência de viagens Rishon Tours são acusados de apresentarem faturas duplicadas das viagens do primeiro-ministro ao exterior a diferentes entidades e instituições, que pagaram os deslocamentos simultaneamente.

A Polícia acredita que a agência de viagens enviava a cada instituição uma fatura original dos bilhetes e despesas de hotel, gerando excedentes que eram depositados em uma conta particular no nome do primeiro-ministro, da qual depois a Rishon Tours retirava dinheiro para pagar férias privadas para ele e seus parentes.

Segundo o jornal, uma equipe da Polícia viajou para os Estados Unidos e recolheu nos últimos dias testemunhos determinantes para a acusação.

A Polícia já havia recomendado em setembro que a Promotoria acusasse Olmert por este caso, assim como por outro de suborno, mas a acusação pública havia solicitado aos investigadores que "preenchessem alguns vazios" da investigação antes de acusá-lo formalmente.

Os investigadores já interrogaram Olmert em várias ocasiões sobre o duplo faturamento, mas, se decidirem fazer de novo, a acusação poderá durar ainda várias semanas.

Olmert se declarou inocente publicamente de todas as acusações, apesar de este e outros escândalos o terem obrigado um mês atrás a renunciar e convocar eleições primárias em seu partido - o Kadima -, vencidas pela atual ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni.

Livni recebeu do presidente Shimon Peres a incumbência de formar um novo Executivo, mas não conseguiu consolidar uma coalizão de Governo, por isto o chefe de Estado decidiu ontem convocar eleições antecipadas.

Ontem, na sessão de abertura do novo período de sessões do Knesset (Parlamento), Olmert afirmou aos deputados que vai se manter "como primeiro-ministro até que se forme um novo Governo após as eleições" e seguirá "com o mesmo sentido de responsabilidade e prudência" com o qual atuou até agora. EFE aca/fh/fal

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