Ehud Barak não descarta governo de união liderado por Netanyahu

JERUSALÉM - O ministro da Defesa de Israel e líder trabalhista, Ehud Barak, assegurou nesta sexta-feira que não descarta fazer parte de um amplo governo de união nacional liderado por Benjamin Netanyahu, porque é o que reivindica a maioria do país e de seu próprio partido.

Redação com EFE |

AP

Ehud Barak e Netanyahu em encontro em 23 de fevereiro

"A nação pede um amplo governo de união nacional que encare a realidade e a enfrente. Não temos um país de reposição e, portanto, precisamos de um amplo governo de união nacional que trate os problemas que enfrentamos", disse Barak à televisão israelense.

"A altamente complexa realidade internacional, unida a sérios desafios de segurança e a uma crise financeira como não era vista em anos" são, de acordo com Barak, os problemas que forçaram os partidos israelenses a deixar para trás suas diferenças políticas e unir forças.

Nos últimos dias, Barak negocia com Netanyahu, presidente do partido direitista Likud, a entrada no próximo Executivo, após as eleições legislativas realizadas em 10 de fevereiro.

O titular da Defesa recebeu diversas críticas dentro de sua legenda de centro-esquerda por negociar com o líder direitista em uma aliança contra a identidade dos dois partidos.

"Uma estreita coalizão de direitas é um problema e um desafio para Netanyahu, para Livni, de certo modo também para mim, e possivelmente também para (Avigdor) Lieberman", líder do ultra-direitista Yisrael Beiteinu, acrescentou.

O Yisrael Beiteinu acabou decidindo o rumo das eleições israelenses, graças às 15 cadeiras que conquistou na Knesset, o Parlamento israelense.

Após o pleito, Barak se apressou em anunciar que seu partido faria parte da oposição, em função da maioria direitista na Câmara.

No entanto, nesta sexta-feira, ele se limitou a citar uma condição para sua entrada no Executivo: a substituição de Daniel Friedman, o polêmico ministro da Justiça, muito criticado por sua política de reduzir o poder dos juízes.

Barak também definiu como "irrelevante" a possibilidade de se unir sozinho ao governo, de novo à frente da Defesa, sem o apoio de seu partido, uma possibilidade que a imprensa local diz que Netanyahu chegou a cogitar.


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