Egito: sobrevivente do holocausto nazista faz greve de fome por Gaza

Hedy Epstein, de 85 anos, que sobreviveu ao holocausto nazista durante a Segunda Guerra Mundial, iniciou nesta segunda-feira uma greve de fome no Cairo para protestar contra a proibição, por parte das autoridades egípcias, de uma marcha para Gaza organizada por entidades não governamentais.

AFP |

Epstein, militante judia americana, parou de comer às 10H00 GMT, junto com outras pessoas idosas membros de um grupo que participaria da marcha, conhecido como "As Avós".

"Nunca fiz isso, não sei como meu corpo vai reagir", disse Epstein à AFP, sentada em uma cadeira em frente ao escritório da ONU no Cairo, onde centenas de militantes faziam uma manifestação.

Nascida em 1924 em uma família judia de Friburgo (sul da Alemanha), Epstein perdeu todos os parentes nos campos de concentração. Ela, no entanto, conseguiu ser evacuada para a Grã-Bretanha em maio de 1939. Desde 1970, percorre o mundo para contar sua história.

Ao todo, 1.400 militantes de 43 países anunciaram na semana passada sua intenção de organizar a marcha a partir de Rafah, cidade na fronteira entre o Egito e a Faixa de Gaza, para marcar o primeiro aniversário da ofensiva israelense contra o território palestino.

As autoridades egípcias, no entanto, proibiram o protesto nesta segunda-feira.

A polícia antichoque foi mobilizada nos arredores do prédio da ONU, onde os manifestantes pedem que a organização internacional medie o conflito.

jaz/ap

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