Egito retira embaixador em Israel por ataque na fronteira

Avião israelense disparou em região de fronteira entre os dois países. Ataque deixou três oficiais mortos.

EFE |

O governo egípcio decidiu retirar seu embaixador em Israel e convocar o representante israelense no Cairo em protesto pelo ataque de uma aeronave israelense em uma região na fronteira entre os dois países, informou neste sábado a televisão egípcia.

O ataque aconteceu na quinta-feira na fronteira entre Israel e Egito, na Península do Sinai, quando um avião que perseguia dois supostos terroristas disparou contra membros das forças egípcias, matando três oficiais e deixando outro ferido.

O incidente foi qualificado como "um erro" pelas autoridades israelenses. Segundo a agência de notícias oficial "Mena", o Conselho de Ministros egípcios encarregou o titular de Relações Exteriores a convocar o embaixador israelense no Cairo após realizar uma reunião de urgência na noite da sexta-feira.

No comunicado oficial divulgado, o Egito condenou fortemente o ataque e exigiu que Israel apresente um pedido de desculpas oficial pelo episódio.

Além disso, pediu que seja realizada uma investigação oficial mista para determinar as causas do ataque, fixar as devidas responsabilidades e adotar as medidas legais com o fim de preservar os direitos das vítimas e feridos egípcios.

O governo egípcio transmitiu seus pêsames aos familiares das vítimas e reafirmou sua capacidade de proteger a fronteira e seu território na Península do Sinai, um assunto que havia despertado dúvidas entre as autoridades israelenses depois dos atentados registrados na quinta-feira no sul de Israel, perto da fronteira egípcia.

"A proteção das fronteiras egípcio-israelenses é responsabilidade de ambas as partes, não só do Egito", apontou a nota oficial.

A Península do Sinai, conquistada pelas tropas israelenses durante a Guerra dos Seis Dias de 1967, foi devolvida à soberania egípcia no final da década de 1970, e desde então sua segurança está submetida a um acordo bilateral supervisionado pela ONU que faz parte do acordo de paz assinado pelos dois países em 1979.

* Com EFE

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