CAIRO - O Egito decidiu reforçar nesta segunda-feira a segurança na fronteira com a Faixa de Gaza após a morte de um policial egípcio, na noite de domingo, por causa de tiros provenientes do lado palestino, informaram fontes da Polícia.

As fontes disseram que um guarda fronteiriço morreu quando estava no telhado de um edifício enquanto vigiava dúzias de palestinos que estavam tentando entrar no Egito de forma ilegal.

Sua morte aconteceu no ponto fronteiriço de Rafah, o único que existe entre Gaza e Egito e que está fechado para o trânsito de pessoas desde junho do ano passado.

Outros dois policiais ficaram feridos na mesma troca de tiros entre policiais egípcios e supostos militantes do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, disseram as fontes.

As mesmas fontes disseram que nas últimas horas, desde o intenso bombardeio que Israel lançou na Faixa de Gaza no sábado passado, cerca de 500 palestinos conseguiram entrar ilegalmente no Egito graças a buracos abertos no muro fronteiriço.

A cerca e o muro que separam Gaza do Egito sofreram também os efeitos do ataque israelense, que deixou cerca de 300 mortos, segundo fontes médicas palestinas.

As fontes policiais disseram à Agência Efe que as saídas da cidade limítrofe de Arish, no lado egípcio, foram fechadas para evitar que os palestinos que cruzaram irregularmente a fronteira se desloquem além deste ponto.

Também confirmaram que as forças de segurança foram reforçadas na zona limítrofe para evitar uma passagem em massa de palestinos e para localizar os quinhentos que já conseguiram romper o bloqueio fronteiriço.

A passagem de Rafah entre Gaza e Egito foi fechada em junho de 2007 quando o Hamas tomou o controle da Faixa após expulsar as forças leais ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

No início do bombardeio israelense, no sábado, o Egito abriu o cruzamento de Rafah para permitir a entrada de ajuda humanitária e a evacuação de feridos.

Entretanto, o ministro de Assuntos Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, denunciou ontem que o Hamas não estava permitindo a saída de feridos para o Egito.

Em janeiro passado, membros do Hamas derrubaram parte da fronteira, o que permitiu a passagem de dezenas de milhares de palestinos para o Egito na busca de mantimentos e bens de primeira necessidade por causa do bloqueio israelense sobre a Faixa.

Finalmente, onze dias depois, o Hamas e o Egito alcançaram um acordo para fecharem a fronteira, o que significou devolver Gaza ao isolamento imposto por Israel.

Desde então, a passagem foi aberta de forma esporádica apenas para permitir a saída de doentes e a entrada de ajuda humanitária.

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