Egito proíbe médicos de trabalhar na Arábia Saudita após prisão por drogas

Cairo, 13 nov (EFE).- As autoridades do Egito proibiram seus médicos de trabalhar na Arábia Saudita depois que dois deles foram condenados recentemente, naquele país, a 15 anos de prisão e 1.

EFE |

500 chicotadas cada um, por envolvimento com drogas.

O diário oficial "Al-Ahram" informou hoje que a ministra de Emigração egípcia, Aisha Abdel Hadi, proibiu qualquer médico que firme um novo contrato de trabalho com os hospitais privados da Arábia Saudita.

Numerosos egípcios, sobretudo do setor médico, emigram a este país árabe pelas altas remunerações que oferecem seus hospitais.

Segundo o jornal independente "Al-Masri Al Yom", a ordem de Hadi entra em vigor a partir de hoje e será mantida até que se resolva a polêmica criada após a recente sentença emitida por um tribunal saudita contra os dois médicos que trabalhavam na localidade de Jidá.

Os dois médicos são acusados de viciar em drogas a mulher de um emir saudita, depois de ela ser operada.

A sentença criou uma polêmica no Egito, onde nesta semana se organizaram vários protestos pelas organizações de direitos humanos e o Sindicato de Médicos para pedir que se revise o julgamento.

Os dois médicos foram condenados, em princípio, a sete anos de prisão e 700 chicotadas, mas outro tribunal saudita endureceu a sentença a 15 anos de prisão e 1.500 chicotadas a cada um. O castigo se aplica à razão de setenta chicotadas por semana.

Por sua parte, a embaixada saudita no Cairo confirmou as acusações contra os médicos e deu a entender que não há intenção por parte do reino saudita de revisar o castigo, afirmou hoje a União Egípcia para os Direitos Humanos, em comunicado. EFE hh/jp

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