Egito pressiona por acordo entre palestinos até julho

Por Nidal Al Mughrabi CAIRO (Reuters) - Mediadores egípcios aumentaram a pressão sobre os grupos palestinos rivais, dando a eles até 7 de julho para superar as divisões internas que dificultam as negociações de paz com Israel.

Reuters |

Autoridades envolvidas no processo de reconciliação no Cairo disseram que o mediador egípcio Omar Suleiman manifestou frustração com o prolongamento do impasse.

"Ele disse aos negociadores que o mundo não vai esperar para sempre até que eles se unam, e que enquanto os palestinos não superarem suas diferenças a causa palestina e o processo de paz podem ser atrapalhados", disse uma fonte oficial palestina à Reuters.

As negociações estão paralisadas devido a várias questões -- da criação de uma força de segurança unificada até o agendamento de eleições e a adoção de posições comuns com relação a Israel.

O grupo islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, não está disposto a reconhecer Israel e concluir um acordo permanente de paz. O grupo aceita no máximo uma trégua de dez anos, o que o Estado judeu diz não substituir uma paz abrangente.

Já a facção laica Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, que administra a Cisjordânia, quer uma negociação com Israel que leve à criação de um Estado palestino em Gaza e na Cisjordânia.

As facções se reuniram na segunda-feira pelo terceiro dia, e o Egito propôs a líderes do Hamas, da Fatah e de três outros grupos que concluam um acordo até julho. Não ficou claro que medidas o Cairo tomará se isso não ocorrer.

Esse comitê de dirigentes iria supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza, muito destruída pela ofensiva militar israelense de janeiro, a reformulação dos serviços de segurança e a convocação de eleições para 25 de janeiro de 2010, segundo autoridades envolvidas.

Nabil Shaath, dirigente da Fatah, disse que os dois lados discutiram a formação de uma força conjunta de segurança em Gaza. "Quando as pessoas virem uma força policial da Fatah e do Hamas nas ruas, será o sinal mais claro para levar esperança para seus corações", disse uma fonte da Fatah à Reuters.

Shaath disse que o Hamas deu seu aval preliminar à questão, mas dirigentes do grupo islâmico afirmaram que a negociação ainda não foi concluída. Uma fonte oficial disse que o Hamas teme que o estabelecimento de uma força conjunta antes da conclusão de um acordo geral seja "a receita para mais combates."

Os braços armados do Hamas e da Fatah travaram uma breve guerra civil em 2007, que culminou na expulsão das forças da Fatah de Gaza.

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