Egito faz queixa formal contra Israel após morte de oficiais na fronteira

Denúncia aumentou tensão, após série de ataques que deixou oito israelenses e retaliação de Israel que matou cinco egípcios

iG São Paulo |

O Egito fez uma denúncia formal contra Israel, nesta sexta-feira, depois da morte de oficiais egípcios na fronteira entre o território israelense e a península egípcia do Sinai, e pediu investigação imediata, segundo a televisão estatal egípcia.

A queixa formal aumentou o nível de tensão entre os aliados Egito e Israel, depois da série de ataques de quinta-feira, que deixou oito israelenses mortos na região de Eilat, perto da fronteira com o Egito, e levou a Força Aérea de Israel a bombardear o sul da Faixa de Gaza , deixando ao menos cinco policiais egípcios mortos.

Além dos mortos, mais de 30 pessoas ficaram feridas nos ataques de quinta-feira. Segundo o jornal americano The New York Times, Israel alega que os autores dos ataques eram moradores de Gaza que entraram no território israelense pelo Sinai, argumento que os egípcios rejeitam. De acordo com autoridades do Egito, cinco guardas de segurança egípcios foram mortos a tiros durante a operação montada por Israel na península do Sinai para encontrar os autores dos ataques.

Israel acusa o Egito de ter perdido o controle da região após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak, no início do ano. O ataque pode ser o mais sério contra Israel arquitetado de um território egípcio em décadas.

Nesta sexta-feira, palestinos lançaram foguetes contra Israel , em resposta aos ataques aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza. De acordo com militares israelenses, militantes palestinos lançaram pelo menos dez foguetes contra Israel a partir de Gaza. Um deles foi interceptado e outro atingiu um local próximo a uma sinagoga em Ashdod e deixou seis feridos.

Escalada

O porta-voz do Exército de Israel, general Yoav Mordechai, afirmou que é “muito cedo” para falar em "escala de violência iminente". “Mas se percebermos que os palestinos estão escolhendo esse caminho, não vamos hesitar para expandir o escopo de nossas ações, respondendo com força”, disse.

Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelos ataques de quinta-feira, que mataram oito israelenses, sendo seis civis. Israel acusou a organização Comitês de Resistência Popular de estar por trás dos ataques, cujo líder teria sido morto em um dos bombardeios.

Um porta-voz do grupo não confirmou nem negou envolvimento, mas garantiu que a morte do líder e de outros quatro palestinos serão vingadas. O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, negou qualquer envolvimento com a série de ataques e disse que os bombardeios israelenses mataram uma criança de 3 anos e um adolescente de 13.

*Com AP

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