As autoridades no Egito anunciaram que deverão ser realizados testes de DNA nos despojos mumificados de dois fetos de meninas encontrados na tumba do faraó Tutancâmon para saber se eram suas filhas que nasceram mortas. Os especialistas também esperam esclarecer se a avó das crianças era a rainha Nefertiti, famosa por sua beleza.

Sabe-se que o faraó, embora muito jovem, casou-se com Ankhesenamun, filha de Nefertiti.

Os fetos foram encontrados na tumba de Tutancâmun em Luxor em 1922. O faraó morreu há mais de 3 mil anos.

Armazenados
Os fetos foram guardados na Escola de Medicina do Cairo desde que foram achados e jamais tiveram exibição pública.

Amostras de DNA dos dois fetos, que teriam morrido dentro de um período de cinco e sete meses de gravidez, serão comparados entre si e ao DNA de Tutancâmon na Universidade do Cairo, e os resultados deverão ser conhecidos até dezembro, de acordo com Zahi Hawass, do Conselho Supremo de Antigüidades do Egito.

Os despojos de Tutancâmon foram examinados em testes de DNA e tomografia computadorizada em 2005.

Esta foi a primeira das múmias reais a serem submetidas a estes testes na tentativa egípcia de confirmar a identidade de todos os seus governantes da Antigüidade.

Tutancâmon governou o Egito de 1.333 a 1.324 a.C. e acredita-se que tenha chegado ao trono aos nove anos de idade.

Os estudiosos acreditam que o faraó casou-se com Ankhesenamun aos 12 anos e o casal não teve nenhum filho que tenha sobrevivido.

Embora durante sua vida Tutancâmon tenha alcançado uma importância histórica considerada moderada, ao morrer, ele ficou famoso em todo o mundo graças ao estado virtualmente intacto de sua tumba quando aberta pelo explorador britânicoHoward Carter.

Dúvidas sobre a morte de Tutancâmon aos 19 anos e rumores de uma maldição que teria causado a morte prematura dos envolvidos nas escavações de sua tumba só serviram para aumentar a fama do faraó.

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