Por Rasmussen e Alastair Sharp CAIRO, Egito (Reuters) - Os 11 turistas europeus e oito egípcios sequestrados em uma região remota do Egito foram libertados e metade dos sequestradores foi morta, afirmaram na segunda-feira autoridades egípcias.

Os reféns libertados chegaram ao Cairo a bordo de um avião militar do Egito. Eles desceram do aparelho sorrindo, alguns com buquês de flores nas mãos, e foram recebidos por oficiais das Forças Armadas do país e por membros do governo, além de diplomatas estrangeiros.

Os 19 teriam sido libertados em uma "operação de resgate e recuperação", segundo as palavras de meios de comunicação do Egito. As autoridades do país, no entanto, forneceram poucas informações sobre como ocorreu a libertação ou sobre como foram mortos os sequestradores.

"Eles foram libertados em segurança", afirmou à Reuters o ministro egípcio do Turismo, Zoheir Garrana. Meios de comunicação oficiais disseram que os reféns libertados seriam levados a um hospital militar para serem submetidos a exames.

Homens mascarados capturaram cinco alemães, cinco italianos, um romeno e oito egípcios no dia 19 de setembro, enquanto esses turistas realizavam um safári pelo deserto perto da fronteira do Egito com o Sudão e a Líbia. Os reféns foram levados depois para o território sudanês.

Segundo a agência de notícias Ansa, da Itália, o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que membros de forças especiais do seu país haviam participado dos esforços de libertação.

Autoridades egípcias afirmaram que os sequestradores haviam exigido um resgate de supostos 6 milhões de euros (8,8 milhões de dólares). Um porta-voz do gabinete de governo do Egito, no entanto, negou que qualquer tipo de resgate tenha sido pago.

"O mais importante é que eles estão bem de saúde", afirmou Magdy Radi, porta-voz do gabinete, acrescentando que os reféns foram libertados depois de uma operação coordenada da qual participaram o Egito e o Sudão.

O sequestro foi o primeiro envolvendo turistas estrangeiros no Egito e criou uma situação embaraçosa para o governo egípcio --o turismo responde por 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Autoridades do Egito e muitos analistas disseram que os sequestradores pareciam não ter motivos políticos.

Um membro das forças de segurança egípcias que não quis ter sua identidade revelada disse que soldados do Egito emboscaram e atacaram os sequestradores no amanhecer da segunda-feira e que cerca de 150 pessoas haviam participado da operação realizada para libertar os reféns.

Segundo a agência oficial de notícias Mena, do Egito, o ministro da Defesa do país, Mohamed Hussein Tantawi, disse que metade dos sequestradores havia sido "liquidada".

(Reportagem adicional de Alaa Shahine, Cynthia Johnston, Will Rasmussen e Mohamed Abdellah no Cairo, Andrew Heavens em Cartum e Stephen Brown em Roma)

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