Egito diz que reabrir fronteira com Gaza é reconhecer autoridade do Hamas

Cairo, 12 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores egípcio, Ahmed Aboul Gheit, disse que a abertura permanente da passagem fronteiriça entre o Egito e a Faixa de Gaza representaria o reconhecimento oficial da autoridade do grupo palestino Hamas sobre o território palestino.

EFE |

"A abertura da passagem fronteiriça de Rafah (entre Egito e Gaza) permanentemente significaria o reconhecimento da autoridade do Hamas, o que significaria uma violação das obrigações do Egito com Israel, a União Europeia (UE) e a comunidade internacional", disse Aboul Gheit, em entrevista à televisão egípcia e reproduzida hoje pela agência de notícias "Mena".

O responsável da diplomacia egípcia acrescentou que o Hamas quer que o Egito o reconheça como governante legítimo de Gaza.

"O Hamas quer obter o reconhecimento do Egito de seu direito de governar Gaza, assim como a legitimação de sua presença. Esse reconhecimento significaria reconhecer dois Governos legítimos e duas autoridades", disse o chefe da diplomacia egípcia.

Após o confronto armado que explodiu na Faixa de Gaza em junho de 2007 entre os islamitas do Hamas e os nacionalistas do Fatah, o grupo religioso assumiu o controle do território, enquanto o Fatah continuou mantendo sua autoridade sobre a Cisjordânia.

Naquele momento, o Governo palestino era controlado pelo Hamas, mas Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Nacional palestina (ANP), declarou o Executivo ilegítimo e nomeou um novo, que é o atualmente reconhecido pela comunidade internacional.

Desde que o jornal israelense "Ha'aretz" revelou, em 9 de dezembro, que o Egito começou a construção de um muro de aço em sua fronteira com Gaza para frear o contrabando pelos túneis, multiplicaram as críticas por causa da participação egípcia no bloqueio contra o território, onde vivem 1,5 milhão de pessoas. EFE nq/an

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