CAIRO (Reuters) - A tentativa de reconciliação entre grupos palestinos mediada pelo Egito foi adiada para permitir que sejam realizadas mais consultas, informou a agência de notícias estatal egípcia Mena, nesta quarta-feira. As negociações deveriam começar no dia 22 de fevereiro, mas a agência citou uma importante autoridade egípcia dizendo que o atraso será por um breve período. A reportagem não deu mais detalhes.

Encerrar as divisões entre o Hamas e o Fatah, grupo do presidente da autoridade palestina, Mahmoud Abbas, é considerado fundamental para que seja conseguido o fim do bloqueio israelense na Faixa de Gaza, reforçado desde que o Hamas ganhou as eleições parlamentares em 2006.

Taher al-Nono, autoridade do Hamas, disse que o Egito adiou as negociações porque Israel recusou-se a concordar com uma trégua de 18 meses com o grupo islâmico.

O governo israelense decidiu, na quarta-feira, não suspender o bloqueio às fronteiras de Gaza até que o Hamas concorde em libertar o soldado Gilad Shalit, capturado pelo Hamas.

"O governo egípcio atrasou a sessão de diálogo por causa das recentes posições intransigentes de Israel em relação ao lançamento do período de calma", disse Nono à Reuters.

O Egito e o Hamas insistem que as negociações de troca de prisioneiros não devem ser ligadas a uma possível trégua. Mas o Hamas disse que vai aceitar a libertação de presos, incluindo Shalit, paralelamente a um acordo de trégua de longo prazo.

(Reportagem adicional de Nidal al-Mughrabi, em Gaza)

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