Egito diz que grupo ligado à Al Qaeda atacou igreja em Alexandria

Atentado ocorreu na na noite de 31 de dezembro; grupo nega participação no ataque

iG São Paulo |

O ministro do Interior egípcio, Habib al Adly, anunciou neste domingo que um grupo denominado Exército do Islã Palestino, ligado à Al Qaeda, estaria por trás do atentado ocorrido noite de 31 de dezembro contra uma igreja em Alexandria. Em discurso durante um ato de comemoração do dia da polícia, Adly garantiu que as provas confirmam o envolvimento do grupo no atentado, que provocou a morte de 21 pessoas.

Apesar das declarações do ministro, o grupo veio a público para negar envolvimento no atentado. "O Exército do Islã não tem nenhuma relação, de perto ou de longe, com o ataque contra a igreja copta de Alexandria, no Egito", declarou à AFP o porta-voz do grupo, conhecido como Abu Muthana."O Mossad ( serviço de inteligência externo de Israel ) foi o responsável pelo ataque", completou.

O ministro do Interior egípcio associou o grupo ao atentado durante um evento em comemoração ao dia da Polícia. Adly não forneceu detalhes sobre o grupo.  O Exército do Islã Palestino atua na faixa de Gaza e é responsável, entre outros feitos, pelo sequestro do jornalista da rede britânica BBC Alan Johnston, que passou quatro meses em cativeiro, em 2007. Adly prometeu que os autores do ataque de Alexandria "não escaparão da punição" e advertiu que a polícia enfrentará "os ventos do radicalismo que propagam a 'fitna' ( tensão sectária )".

No mesmo ato, o presidente egípcio, Hosni Mubarak, começou seu discurso felicitando a polícia por ter descoberto quem estaria por trás do atentado de Alexandria. Na fala, divulgada pela televisão estatal, Mubarak disse: "O que escutamos agora do ministro do Interior cura os espíritos de todos os egípcios e acrescenta uma nova medalha aos policiais enquanto celebramos seu dia". "Este ano realizamos o dia da polícia quando no Egito ocorreu um novo ataque das forças do terrorismo contra a segurança da nação, sua estabilidade e a unidade entre seus filhos, coptas e muçulmanos", indicou Mubarak.

O atentado contra a Igreja dos Santos, em Alexandria, aconteceu ao fim de uma celebração que se prolongou até a meia-noite do último dia de dezembro. De início, as autoridades egípcias descartaram a possibilidade que o autor do ataque fosse um grupo local. As suspeitas recaíram sobre alguma organização vinculada à Al Qaeda, que já havia ameaçado os cristãos egípcios. As investigações realizadas até agora tentam estabelecer como foi perpetrado o atentado. A polícia acredita em terrorista suicida, embora inicialmente tenha se falado em carro-bomba estacionado à porta do templo.

*Com informações da EFE e da AFP

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