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Egito considera persona non grata deputado britânico que viajou a Gaza

Cairo, 8 jan (EFE).- O Egito considerou persona non grata o deputado britânico George Galloway, líder de uma missão humanitária que nesta semana entrou na Faixa de Gaza, e não vai permitir que retorne ao território do país, informou hoje o Ministério de Exteriores egípcio.

EFE |

O Ministério anunciou essa decisão em comunicado, divulgado pela agência de notícias estatal "Mena", pouco depois de Galloway deixar o aeroporto internacional do Cairo com destino ao Reino Unido, após encerrar a missão humanitária na Faixa de Gaza.

Galloway promoveu o comboio humanitário Viva Palestina, que na quarta-feira passada conseguiu entrar no território palestino passando pela passagem de Rafah, entre Gaza e Egito, após vários dias de atraso causados pelas restrições impostas pelas autoridades egípcias.

A nota do Ministério de Exteriores não explicou os motivos da decisão, mas lembrou que, durante sua estada em Gaza, Galloway afirmou que não voltaria nunca mais ao Egito, sob hipótese nenhuma.

A entrada do comboio humanitário em Gaza foi precedida por choques entre alguns dos mais de 500 ativistas internacionais que viajaram ao Egito para a missão e as forças de segurança egípcias no porto de Al Arish, cerca de 30 quilômetros da fronteira, confrontos que deixaram 16 feridos.

Esses confrontos decorreram de protestos em Rafah dos habitantes da faixa contra o tratamento dispensado aos ativistas, os quais resultaram na morte de um guarda de fronteira egípcio, além de 17 outros guardas e 4 palestinos feridos.

Em uma conversa por telefone com o canal de televisão do Catar "Al Jazira", Galloway confirmou que antes de entrar no avião com destino ao Reino Unido, um funcionário egípcio do Ministério aproximou-se dele e disse que o considerava "persona non grata" no Egito.

Além disso, Galloway se queixou que, logo que deixou Gaza, foi escoltado pela Polícia egípcia desde a passagem de Rafah até Cairo.

Além disso, a imprensa egípcia informou hoje que a Procuradoria Geral da província do Norte do Sinai, cuja capital é Al Arish, emitiu mandados de prisão contra sete ativistas do comboio Viva Palestina.

A Procuradoria acusa os ativistas de "iniciarem os confrontos no porto de Al Arish na terça-feira e na quarta-feira (passadas) e de causar danos a propriedades públicas e ferir dezenas de pessoas, entre elas, soldados dos serviços de segurança". EFE nq/sa/ma

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