Cairo, 14 ago (EFE).- As autoridades do Egito confirmaram hoje que os 34 pescadores que estavam sequestrados na Somália desde abril foram libertados e estão a caminho do litoral do Iêmen.

A confirmação foi feita pelo ministro adjunto de Assuntos Exteriores, Ahmed Rizk em declaração a jornalistas quando participava de uma conferência que acontece na cidade de Alexandria, no litoral do Mediterrâneo.

"Os 34 pescadores estão livres. A embaixada egípcia em Sana, o Consulado de Áden e a embaixada egípcia no Djibuti estão coordenando seu retorno ao Egito", acrescentou o alto funcionário.

Rizk, no entanto, não deu detalhes sobre como terminou o sequestro e como os pescadores foram libertados, embora as poucas explicações dadas entram em contradição com relatórios procedentes da Somália que asseguram que os egípcios conseguiram escapar dos seqüestradores.

"Os esforços feitos pelo Ministério de Assuntos Exteriores para libertá-los das mãos das piratas teve êxito e não foi necessário pagar nenhum resgate", acrescentou Rizk em declarações reproduzidas pela agência estatal "Mena".

Segundo um dos membros do grupo de seqüestradores, a liberação dos reféns aconteceu graças aos "esforços" das autoridades egípcias, mas depois que os pescadores enfrentaram os delinquentes.

Um pirata que se identificou como Miraa disse por telefone a Efe na Somália que os egípcios começaram a atacar ontem os somalis com paus e machados e conseguiram tomar algumas das armas dos seqüestradores depois que as conversas entre a empresa dona da embarcação e os atacantes fracassou.

Segundo esta versão, dois dos seqüestradores morreram na briga e outros dez estão agora sob a custódia dos tripulantes dos dois pesqueiros egípcios.

A imprensa egípcia criticou as autoridades do Cairo por fazer pouco em favor dos pescadores. Segundo a imprensa, os seqüestradores estavam pedindo um resgate de $800 mil. EFE nj/fk

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