Egito apresentará em agosto família do faraó Tutancâmon

Heba Helmy. Cairo, 2 jun (EFE).- O Egito apresentará em agosto a família de Tutancâmon (1361-1352 A.

EFE |

C.), desconhecida até agora, graças aos testes de DNA feitos em um laboratório inaugurado na segunda-feira e que permitirão identificar os parentes do faraó.

Após um ano e meio de estudos da genealogia dos parentes de Tutancâmon, o secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Zahi Hawas, anunciou hoje que os resultados das pesquisas serão divulgados em agosto próximo.

Hawas fez o anúncio durante a inauguração de um laboratório de análise de DNA na faculdade de Medicina da Universidade de Qasr El-Eini, o segundo no mundo depois do existente no Museu do Cairo, especializado em teste de código genético de múmias egípcias.

"Não sabemos se é Akenatón ou Amenhotep III o pai de Tutancâmon.

Também não sabemos se a rainha Nefertiti foi sua mãe, ou se a rainha Ti foi sua mãe ou sua avó. Por isso, estamos estudando sua família", explicou o especialista egípcio.

Tutancâmon, que morreu com apenas 19 anos, entrou para história não por suas conquistas, mas por ser o único faraó cujo túmulo, descoberto em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, foi encontrado intacto.

Especialistas em arqueologia investigam o resultado dos testes de DNA de várias múmias - que podem ser da família de Tutancâmon - realizados no laboratório do museu para compará-lo mais tarde com os testes que serão feitos nas instalações inauguradas ontem.

"Se os resultados de ambos os testes forem parecidos, então a conclusão científica será correta 100%, mas se houver diferenças, os especialistas terão que estudar mais", explicou Hawas.

O novo laboratório, que custou US$ 1 milhão, doados pelo canal de televisão americano "Discovery Channel", permitirá também identificar várias múmias, algumas delas com os braços junto ao peito, o que significa que são de pessoas que na antiguidade foram importantes.

O principal responsável pelas antiguidades no Egito disse ainda que no novo laboratório será possível saber se os reis têm o mesmo DNA se o resto dos mortais ou não, algo que, segundo ele, "todo mundo está esperando".

Os testes de DNA e a comparação dos resultados emitidos por ambos os museus servirão também para conhecer as doenças que atingiam os antigos egípcios.

A múmia da rainha Hatshepsut, identificada em 2007, foi o primeiro caso em que se empregou no Egito a análise do código genético para confirmar a validade do resto do teste.

Segundo explicou Sally Adel aos jornalistas nas instalações do novo laboratório, o primeiro passo é fazer um teste de DNA de um fragmento da múmia após limpá-lo.

Depois, os cientistas introduzem esse fragmento em uma maquina que amplia sua magnitude para "ler os dados", explicou Adel.

Como último passo, são enviados os resultados ao laboratório do Museu do Cairo para compará-los com seus próprios testes antes de fazer algum anúncio oficial. EFE hh/rr

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