Egípcios confrontam a polícia contra ordem de sacrificar porcos

Centenas de pessoas entraram em confronto com a polícia neste domingo, no Cairo, em meio a um protesto de criadores de porcos contra a ordem do governo egípcio de sacrificar todos os seus animais.

BBC Brasil |

AFP
Criadores de porcos atiram pedra em policiais

Criadores de porcos atiram pedras em policiais

O Egito determinou o sacrifício de 300 mil porcos a partir do sábado como medida de prevenção à gripe suína, apesar de não haver evidências científicas de que a medida seja efetiva para evitar o contágio da doença. Também não há até agora no Egito nenhum caso confirmado de contágio pelo vírus H1N1, causador da gripe suína.

Centenas de manifestantes se concentraram na entrada da favela Manshiyat Nasr, na periferia do Cairo, para tentar impedir que a polícia confiscasse seus porcos para sacrificá-los.

Muitos manifestantes jogaram pedras nos policiais da tropa de choque, que responderam com o disparo de balas de borracha e com bombas de gás lacrimogêneo.

Sem evidências

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que não há razão para sacrificar animais e que não há evidências de contágio em larga escala pelo vírus H1N1 de animais para seres humanos.

Segundo a OMS, há 787 casos confirmados de contágio pela gripe suína em 17 países, mas a grande maioria desses casos está concentrada nos três países da América do Norte - México, Estados Unidos e Canadá.

A maioria dos porcos criados no Egito pertencem a membros da minoria cristã copta. Muitos dos animais são criados em áreas de favelas por catadores de lixo, que usam os porcos para ajudá-los a se livrar dos dejetos.

Eles argumentam que o sacrifício dos animais vai prejudicá-los economicamente. A ordem oficial também vem reacendendo as tensões entre a comunidade cristã copta e a maioria muçulmana do país.

Apesar de não ter registrado até agora nenhum caso de contágio pela gripe suína, o Egito vem lutando há alguns anos contra um surto de gripe aviária. Ao menos 26 pessoas morreram de gripe aviária no Egito nos últimos três anos.

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