Edwards apóia Obama em campanha presidencial dos EUA

Por Jeff Mason GRAND RAPIDS, Estados Unidos (Reuters) - O ex-pré-candidato democrata à Presidência dos EUA John Edwards manifestará na quarta-feira seu apoio a Barack Obama, segundo uma fonte do comitê de campanha.

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Edwards, candidato derrotado a vice-presidente em 2004, abandonou a disputa democrata em janeiro, e desde então era muito cortejado por Obama e por sua rival Hillary Clinton. Ele deve anunciar sua escolha num comício em Grand Rapids, Michigan.

Jen Psaki, porta-voz de Obama, disse a jornalistas que poderia 'confirmar o apoio' de Edwards.

Apesar de ter sido derrotado na véspera por 41 pontos percentuais na Virgínia Ocidental, Obama ainda tem uma vantagem quase intransponível em número de delegados para a convenção democrata de agosto.

Na quarta-feira, ele recebeu o apoio de quatro 'superdelegados' (membros da cúpula partidária, com voto na convenção) e da entidade Naral Pro-Choice America, que luta pelo direito ao aborto.

A campanha de Obama espera que o aval de Edwards o ajude entre o eleitorado branco e proletário, que apoiava o ex-senador pela Carolina do Norte, mas nos últimos meses migrou em grande parte para a candidatura de Hillary.

Apesar de quase não ter mais chances, Hillary disse a jornalistas na quarta-feira que não vai desistir antes do final das disputas -- faltam ainda Oregon e Kentucky no dia 20, Porto Rico no dia 1o, e Montana e Dakota do Sul no dia 3.

'Não temos um indicado ainda, e até termos continuarei fazendo minha defesa', disse ela à Fox News. A senadora passou o dia em entrevistas e reuniões com doadores.

O comitê dela acumula dívidas de 20 milhões de dólares, mas o coordenador Terry McAuliffe afirmou que ela tem recursos para competir com Obama. Os doadores, segundo ele, estão 'muito animados, prontos para qualquer coisa, prontos para ajudar'.

Na quarta-feira, Hillary recebeu o apoio de mais um superdelegado.

Na contagem geral feita pela MSNBC, Obama tem agora 1.885 delegados, contra 1.722 de Hillary.

Obama passou a quarta-feira em Michigan, onde defendeu um investimento de 150 bilhões de dólares para criar empregos no setor das tecnologias 'limpas' e promover o uso de veículos menos poluentes.

Falando já como virtual candidato, ele disse que o seu eventual adversário em novembro, o republicano John McCain, 'não está oferecendo as soluções para a política econômica que sejam diferentes das que George Bush nos deu por oito longos anos'.

Ao visitar Michigan, Obama tenta compensar o fato de não ter feito campanha ali nas eleições primárias, por causa de uma irregularidade que anulou a votação local.

'Estamos muito confiantes na nossa capacidade de ganhar Michigan [na eleição geral de novembro]', disse Obama, que afirmou não ter sido escolha sua o fato de não ter havido campanha nas primárias democratas.

(Reportagem adicional de Andy Sullivan, Ellen Wulfhorst e Jeff Mason)

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