Edson Santos diz que combate ao racismo deve estar na agenda internacional

Washington, 29 abr (EFE).- O ministro-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Edson Santos, disse hoje que a luta contra o racismo deve fazer parte da agenda internacional, a fim de consolidar a democracia no mundo todo.

EFE |

Santos, acompanhado pelo secretário de Estado adjunto para a América Latina dos EUA, Thomas Shannon, fez esta reflexão após a primeira sessão da conferência do plano de ação conjunto EUA-Brasil para eliminar a discriminação racial, realizado hoje e amanhã no Departamento de Estado americano.

Em declarações à imprensa, Santos disse que a igualdade racial e a luta contra o racismo "são um ponto importante na agenda de ambos os Governos".

Para o ministro, a cooperação entre os dois países neste assunto representa uma oportunidade para "melhorar drasticamente a vida da população negra do Brasil e para elevar também seu nível de vida".

"Tenho certeza de que sairemos daqui com medidas concretas, que serão realizadas conjuntamente e que envolverão as sociedades civis, o setor privado e nossos Governos", acrescentou.

Expressou também seu desejo de reproduzir este "experimento em outros países, porque a luta contra o racismo deve fazer parte da agenda internacional para consolidar a democracia no mundo todo".

O ministro brasileiro disse que ele gostaria de ver um plano de ação similar no Haiti e em Cuba.

Sua intenção é estender esta cooperação sobre a igualdade racial mantida entre Brasil e EUA a "toda a América Latina".

De fato, "já estamos em contato com muitos países para promover a igualdade racial. É importante que a agenda cubra" todo o continente americano, acrescentou Santos.

Shannon disse que o plano de ação conjunto "é uma área na qual os Estados Unidos e o Brasil podem trabalhar juntos para fomentar um diálogo mais amplo no continente a respeito da luta contra a discriminação racial".

A conferência é "um excelente exemplo das profundas relações entre EUA e Brasil", e da colaboração bilateral destinada a garantir "que nossas sociedades continuem crescendo e que sejam criadas oportunidades para todos os cidadãos", disse.

"Estamos dando importantes passos que destacam nosso compromisso comum com a igualdade na sociedade", afirmou Shannon.

As reuniões sobre a promoção da igualdade racial também são uma demonstração do compromisso dos dois países em "ampliar os vínculos entre EUA e Brasil", concluiu.

A conferência do plano de ação conjunta EUA-Brasil, da qual participarão, além dos dois Governos, a sociedade civil e o setor privado, permite aos presentes analisar temas sobre a promoção da igualdade racial e étnica em ambos os países.

Entre esses temas, estão as trocas culturais, a luta contra o racismo, melhorar o acesso ao sistema judiciário, a diversidade multicultural e a responsabilidade social. EFE cae/an

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