Editorial - Empresas entram na luta da imigração ilegal

Não há nada de bom na campanha cada vez mais impiedosa contra a imigração perpetrada no país. Mas pelo menos surgiram sinais de resistência de um dos mais importantes, ainda que curiosamente desinteressados, interessados na questão: os empregadores.

New York Times |

Estados e cidades reclamam do falho sistema de imigração, mas não podem criar a intrincada rede de políticas necessárias para corrigi-lo (isso está nas mãos do Congresso). Tudo que podem fazer é tentar impedir a imigração ilegal e o uso desse tipo de mão-de-obra localmente. O resultado é um controle desorganizado sem nenhum tipo de reforma, o que apenas piora o problema.

O Estados aprovaram leis ultra punitivas para revogar a licença de empresas pegas contratando pessoas sem a documentação necessária e forçando os empregadores a participar do 'E-Verify', o sistema federal de verificação dos documentos dos trabalhadores que permanece cheio de falhas. Mais de 175 projetos de lei relacionados à contratação de imigrantes foram apresentados pelos Estados esse ano.

Como Julia Preston relatou na revista The Times, as empresas começam a reagir. No Arizona, lar de algumas das políticas anti-imigração mais duras do país, um grupo de empresas teve enorme sucesso em reunir assinaturas solicitando eleições para suavizar as punições colocadas em prática no ano passado.

Em outros Estados, grupos de empresas ajudaram a impedir duras leis imigratórias. Eles argumentam que precisam de funcionários e que é muito difícil evitar a contratação de pessoas sem os documentos necessários e que leis mal concebidas exageram na punição de companhias bem-intencionadas e de seus funcionários legais. Eles também pedem medidas que atraiam mais trabalhadores legais e corrijam os erros do sistema federal.

A inspeção de locais de trabalho por agentes federais rapidamente expõe a ampla contratação de imigrantes ilegais, mas ainda assim muitos empregadores dizem que não são infratores da lei. Leis anti discriminação proíbem que eles analisem a fundo os documentos de seus funcionários ou verifiquem sua situação legal no país antes de contratá-los. "O sistema está tão errado para os empregadores quanto para os imigrantes", disse um advogado de duas companhias da Califórnia à Sra. Preston.

Como tudo no debate sobre a imigração, há verdades difíceis em ação aqui. Muitas companhias agiram impunemente ao contratar e abusar da barata mão-de-obra ilegal, pessoas que aceitam de tudo pela falta dos documentos necessários. Como os imigrante, bons empregadores precisam de um caminho para a legalização. As atuais leis de imigração (como poucos vistos e nenhum caminho para a legalização de pessoas sem os documentos necessários) não fornece uma saída e as forças da lei estadual ou local apenas pioram a confusão. Elas impõem dificuldades às empresas que seguem as regras e recompensa os exploradores.

Se esse país conseguir sair do caos imigratório imposto pelo Congresso no ano passado será porque as empresas interessadas finalmente entraram na luta.

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