Jerusalém, 27 abr (EFE).- O editor do jornal ultradireitista israelense Nativ, Aryeh Stav, defende que o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e a ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, sejam acusados de alta traição e condenados à morte por negociar a divisão de Jerusalém com os palestinos.

"De acordo com a lei internacional, Ehud Olmert e Tzipi Livni, que lideram negociações para a entrega de Jerusalém, a capital de Israel, devem ser julgados por alta traição e condenados à morte", afirmou Stav.

O editor do "Nativ" expressou sua opinião em um questionário enviado hoje ao jornal liberal "Haaretz" e no qual destaca que "estadistas que negociam a entrega da capital de seu país é algo que, simplesmente, não ocorre em nenhuma outra parte do mundo".

A declaração se inscreve na polêmica gerada em Israel pela negociação mantida pelo Gabinete de Olmert com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), presidida por Mahmoud Abbas, para a criação de um Estado palestino com capital em Jerusalém Oriental (árabe).

A devolução dessa parte da cidade aos palestinos, que foi conquistada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias (1967), é fortemente rejeitada pelos setores israelenses ultranacionalistas, que consideram Jerusalém como "a capital eterna e indivisível" do Estado judeu. EFE amg/wr/fb

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