Edinanci Silva passa experiência a judocas brasileiros em Pequim

Redação central, 5 ago (EFE).- A judoca brasileira Edinanci Silva, que competirá na categoria meio-pesado nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, disse hoje que conversou com os demais atletas da modalidade para passar um pouco de sua experiência de quem vai para a quarta participação no torneio olímpico.

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"Fizemos uma reunião durante a aclimatação no Japão. Primeiro falou o coordenador técnico Ney Wilson (que também tem quatro participações em Jogos Olímpicos). Depois ele me pediu que passasse um pouco da minha vivência. Falei da importância de não se iludir com as Olimpíadas e se concentrar para lutar", afirmou a judoca.

Edinanci lembrou a grande expectativa que cerca os atletas.

"Agora é esse frenesi todo da imprensa, dos amigos, da família e da torcida. Mas se deixarmos a chance de um bom resultado passar tudo acaba. Para continuar com este clima é preciso vencer", destaca.

Em Pequim, a paraibana baterá o recorde do judô brasileiro de participações em Jogos Olímpicos, superando Aurélio Miguel, Henrique Guimarães, Walter Carmona e Luiz Onmura, que têm três edições do torneio no currículo.

Em Atlanta, Sydney e Atenas a judoca de 31 anos terminou na sétima colocação.

À exceção de Edinanci, a média de idade do judô é de 24 anos (22 no feminino e 26 no masculino). Para os vários jovens e estreantes o clima, a beleza e a grandiosidade da Vila Olímpica são fascinantes.

"Não é uma vila, é uma cidade", espanta-se a leve Ketleyn Quadros, tão concentrada quanto suas companheiras de equipe.

"Sem dúvida isto aqui é diferente de tudo o que vivi até hoje. É um cuidado muito grande com os atletas. Nem me deixaram carregar minha mala. Mas estou muito tranqüilo quanto a tudo que nos cerca", comenta Eduardo Santos, do peso médio.

Bronze no Mundial de 2007, o pesado João Gabriel Schlittler também fará sua estréia olímpica em Pequim, mas fala como veterano: "Não quero saber de mais nada, nem de desfilar na abertura", afirma João, que compete no dia 15 de agosto.

Já Leandro Guilheiro, bronze em Atenas 2004 e único remanescente da equipe masculina que esteve na Grécia há quatro anos, resume o espírito da equipe brasileira. "Se tiver duas palavras para me definir hoje elas são foco e serenidade", diz o judoca. EFE ev/fal

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