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Economista prevê quebra de grande banco americano

A crise financeira global irá piorar, com um grande banco americano provavelmente quebrando nos próximos meses, segundo um ex-economista do Fundo Monetário Internacional (FMI). Kenneth Rogoff, atualmente professor de Economia da Universidade de Harvard, disse em uma conferência em Cingapura que a economia americana ainda não saiu do perigo como alguns acreditam.

BBC Brasil |

"Eu iria além e diria que o pior ainda está por vir", disse Rogoff.

"Nós não vamos ver apenas bancos de porte médio quebrando nos próximos meses", afirmou o economista, que trabalhou no FMI entre 2001 e 2004.

"Nós vamos ver um grande (quebrando), um dos grandes bancos de investimento ou outro grande banco", completou.

Os comentários de Rogoff foram feitos ao mesmo tempo em que as ações das duas maiores empresas de hipoteca dos Estados Unidos, Fannie Mae e Freddie Mac, despencaram em meio a relatos de que elas serão nacionalizadas.

Rogoff fez uma previsão de que, em alguns anos, as duas empresas "provavelmente" não existirão em sua forma atual.

"Nós veremos uma maior consolidação no setor financeiro antes que isso chegue ao fim".

Taxas de juros

Na segunda-feira, as ações da Fannie Mae caíram mais de 22%, e as ações da Freddie Mac caíram quase 25%.

As ações das duas empresas caíram drasticamente pela primeira vez no mês passado em meio a temores de que elas ficariam sem dinheiro para financiar seus negócios, forçando o governo americano a tomar medidas drásticas para reduzir o pânico.

Fannie Mae e Freddie Mac representam a espinha dorsal do mercado de hipotecas dos Estados Unidos, já que quase todas as empresas americanas que emprestam dinheiro compram hipotecas delas para acessar fundos para repassá-los aos clientes finais.

Como responsáveis pelas hipotecas, Fannie Mae e Freddie Mac têm de pagar quando os clientes não honram seus pagamentos e, com o mercado imobiliário em crise em todo o país, a saúde financeira das empresas vem sofrendo.

Os problemas no setor fizeram com que o Federal Reserve, o banco central americano, reduzisse as taxas de juros para 2% no início do ano.

Rogoff disse que o Fed errou ao reduzir as taxas de juros tão drasticamente.

"Cortar as taxas de juros fará a inflação subir muito nos próximos anos nos Estados Unidos", afirmou.

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