Economias da América Latina recuperam-se, em ritmo desigual, diz FMI

SÃO PAULO - A recuperação econômica da América Latina e Caribe está avançando mais rápido do que o esperado, mas cada país apresenta uma velocidade de retomada, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no documento Perspectiva Econômica Regional - Hemisfério Ocidental. Para este ano, a projeção é de que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe tenha crescimento de 4%, seguindo contração de 1,8% em 2009. O dinamismo da região, nota o organismo, está apoiado no consumo privado e nas melhores condições externas.

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SÃO PAULO - A recuperação econômica da América Latina e Caribe está avançando mais rápido do que o esperado, mas cada país apresenta uma velocidade de retomada, indicou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no documento Perspectiva Econômica Regional - Hemisfério Ocidental. Para este ano, a projeção é de que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina e Caribe tenha crescimento de 4%, seguindo contração de 1,8% em 2009. O dinamismo da região, nota o organismo, está apoiado no consumo privado e nas melhores condições externas. "De maneira geral, esperamos bom desempenho para as economias latino-americanas e caribenhas em 2010", comentou o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo, Nicolas Eyzaguirre."Países com fortes laços com os mercados financeiros globais devem experimentar uma recuperação mais vigorosa, ajudada pelo acesso a amplo financiamento externo e pelos sólidos preços para exportar suas commodities." Em contrapartida, observou Eyzaguirre, países de economias menores devem ter um crescimento menos expressivo e alguns até podem registrar contração. Para o grupo que é exportador de matérias-primas e com acesso pleno aos mercados financeiros internacionais, do qual o Brasil faz parte, assim como Chile, Colômbia, México e Peru, o FMI avalia que o desafio é administrar a melhoria no ciclo de negócios em meio a condições externas muito favoráveis. "Com a recuperação da atividade econômica, e as diferenças da inflação e produção diminuindo, existe a necessidade de descontinuar os estímulos de política macroeconômica, a começar do lado fiscal, especialmente onde a demanda privada está ganhando forte ímpeto", sustentou o FMI. O organismo fez menção ainda ao caso dos Estados Unidos e Canadá, onde a recuperação da economia está em curso e o foco no médio prazo deve recair nos planos de retirada dos estímulos. (Juliana Cardoso | Valor)

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