Economia volta a dominar o dia de campanha nos EUA

Por Jeff Mason DEFIANCE, Estados Unidos (Reuters) - O republicano John McCain e o democrata Barack Obama voltaram a trocar críticas a respeito da economia na quinta-feira, a cinco dias da eleição presidencial norte-americana.

Reuters |

Aproveitando a divulgação do balanço da Exxon Mobil, com lucro recorde, McCain acusou Obama de não se empenhar em conter os lucros das empresas do petróleo, pois apoiou benefícios fiscais para o setor em 2005. "Quando eu for presidente, não deixaremos que isso aconteça."

"O senador Obama votou a favor de bilhões em isenções corporativas para as companhias do petróleo. Eu votei contra", disse McCain num comício em Defiance, Ohio, um dos Estados em que ele tenta reverter a vantagem de Obama nas pesquisas.

"Se eu for eleito presidente, vamos parar de gastar 700 bilhões de dólares por ano para pagar o petróleo de outros países que não gostam muito de nós. Vamos perfurar na costa, e vamos perfurar agora", afirmou.

Obama está à frente de McCain nas pesquisas nacionais de voto e em Estados estratégicos, como Flórida e Ohio.

Num comício em Sarasota, na Flórida, Obama citou a estatística, divulgada na quinta-feira, de que a economia dos EUA sofreu sua maior retração em sete anos. Na opinião dele, a redução do PIB reflete o fracasso das políticas de McCain e do presidente George W. Bush.

"Se vocês querem saber aonde John McCain vai levar esta economia, é só olhar no retrovisor", disse ele, retomando o mote de um novo comercial eleitoral. "Porque quando se trata das nossas políticas econômicas, John McCain está bem ao lado de George W. Bush. Está sentado no banco do passageiro, pronto para assumir."

"A questão central nesta eleição é: o que o nosso próximo presidente fará para nos levar para uma direção diferente?", acrescentou Obama.

Na nova pesquisa nacional Reuters/C-SPAN/Zogby, o democrata está 7 pontos à frente de McCain, mas alguns outros levantamentos indicam uma disputa mais acirrada. Rick Davis, gerente da campanha republicana, disse a jornalistas que provavelmente a diferença está se reduzindo nesta reta final.

"Estamos alguns poucos pontos abaixo, mas estamos recuperando", disse McCain em Defiance, lembrando que Obama já declarou que, se perder esta eleição, voltará ao Senado e tentará de novo a presidência em 2012.

"Acho essa idéia ótima. Vamos ajudá-lo para que aconteça", disse McCain.

Mas Obama está à frente em cerca de 12 Estados onde Bush ganhou em 2004, enquanto McCain não lidera em nenhum que tenha sido vencido pelo democrata John Kerry há quatro anos.

Como nas duas últimas eleições, os importantes Estados de Ohio e Flórida podem definir o vencedor - e as pesquisas indicam ligeira vantagem de Obama em ambos. O democrata fez campanha na Flórida pelo segundo dia consecutivo, de olho nos 27 votos do Estado no Colégio eleitoral -- o vencedor em cada Estado leva todos os delegados para a eleição indireta.

"Não acreditem que esta eleição acabou. Não acreditem nem por 1 minuto", disse Obama em Sarasota.

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick)

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