Economia parece ter motivado vitória dos republicanos nos EUA

Um ano após a eleição do primeiro presidente afroamericano nos Estado Unidos, eleitores nos Estados de Nova Jérsei e Virgínia viraram as costas ao partido Democrata. É inevitável que estes resultados vão refletir negativamente em Barack Obama e isso, certamente, é o que os republicanos queriam.

BBC Brasil |

Mas na verdade, essas eleições não eram um plebiscito sobre Obama.

Pesquisas de boca de urna nos dois Estados sugerem que uma pequena maioria ainda aprova a forma como ele vem dirigindo o país.

A grande preocupação parece ser a economia, além de uma série de assuntos mais corriqueiros e pessoais.

Economia
Vale a pena lembrar que essas eram essencialmente eleições locais.

Virgínia foi o primeiro Estado a mudar de vermelho para azul. Mas em um comitê democrata, os ativistas com quem conversei creditaram a derrota ao seu candidato, Creigh Deeds, e não a Obama.

Muitos me disseram que ele não conseguiu transmitir sua mensagem. Seu desempenho vacilante fez o rival republicano, Bob McDonnell, parecer mais sofisticado.

Os eleitores de Virgínia também têm o costume de mudar de voto após cada eleição presidencial. Depois da votação em Obama no ano passado, agora foi a vez dos democratas serem preteridos.

Em Nova Jérsei, o republicano Chris Christie levou a melhor sobre o governador democrata, Jon Corzine.

À primeira vista a disputa pode parecer um referendo sobre Obama, que o apoiou em anúncios de TV. Mas novamente, a economia parece ter sido o fator decisivo. Corzine aumentou os impostos e Christie prometeu cortá-los.

Pesquisas de boca de urna mostram que os eleitores mais insatisfeitos com a economia fortemente favoreceram o candidato republicano.

Arma poderosa
Sendo assim, no todo, a noite pareceu boa para os Republicanos.

Mas existe um porém. Uma disputa em um distrito de Nova York, tradicional reduto republicano, mostrou uma divergência interna do partido.

Dede Scozzafava era o candidato republicano. Um nome diferente que defendia políticas pouco convencionais, pró-aborto e casamento gay, posições mais prováveis de causar consternação do que inspirar a base do partido.

Assim, alguns dos grandes nomes do partido, como Sarah Pallin e Fred Thompson anunciaram apoio ao candidato do 'Partido Conservador', Doug Hoffman.

Scozzafava saiu da disputa e apoiou o candidato democrata, Bill Owens, que acabou vencendo.

Mais do que isso, agora os democratas e Obama possuem uma arma poderosa para atacar o partido Republicano.

Eles podem dizer que o que ocorreu foi prova de que o Partido Republicano está sendo dominado pela direita e não é mais uma agremiação para moderados ou eleitores de mente mais aberta.

Esta foi uma noite difícil para o presidente Obama, mas poderia ter sido muito pior.

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