Economia dos EUA sofreria duro golpe sem imigrantes ilegais, diz estudo

Álvaro Ortiz Houston (EUA), 19 mai (EFE).- A economia dos Estados Unidos sofreria um duro golpe caso fossem deportados os 8,1 milhões de imigrantes ilegais que trabalham no país, afirma estudo divulgado hoje.

EFE |

A pesquisa, intitulada "Um Recurso Essencial", foi elaborada por Ray Perryman, um economista estabelecido no Texas, e divulgada por um grupo que reúne empresários de câmaras de comércio de todo o país, advogados e profissionais de outros setores.

Segundo o estudo, uma hipotética expulsão simultânea dos 8,1 milhões de trabalhadores imigrantes ilegais faria com que a economia americana perdesse US$ 1,7 trilhão por ano.

Perryman explicou em entrevista coletiva que esse número inclui a soma da contribuição que os trabalhadores imigrantes ilegais e suas famílias fazem tanto ao Produto Interno Bruto (PIB) como ao lucro gerado por consumo.

Especificamente em relação ao PIB, o estudo conclui que a deportação simultânea da força de trabalho dos imigrantes ilegais levaria a perdas de US$ 652 bilhões por ano nos EUA.

"Uma política que não vai funcionar para os Estados Unidos é a de detenções e deportações. O que o país necessita é de uma reforma migratória compreensiva", assegurou Perryman.

O especialista acrescentou que os "Baby Boomers", geração que nasceu depois da Segunda Guerra Mundial e que foi a força intelectual e laboral dos últimos 30 anos, estão se aposentando e deixando o mercado de trabalho, sem "serem substituídos como antes, por gente jovem".

Perryman detalhou que esta impossibilidade de substituição se deve a vários fatores, entre os quais o fato de os americanos jovens não pretenderem desempenhar determinados trabalhos.

Com relação ao impacto geográfico da força de trabalho "ilegal", Alberto Cárdenas, um advogado de Houston que também faz parte do grupo que divulgou nesta segunda-feira o estudo de Perryman, disse à Agência Efe que "ocorre em todo o país, não só nos estados fronteiriços (com o México)".

A pesquisa informa que, em média, os imigrantes ilegais representam 5% da força de trabalho no país, e que em 10 estados somam uma percentagem maior, como no caso do Arizona, onde são 12%.

Arizona, Califórnia, Flórida, Illinois, Nova Jersey, Nova York e Texas são, segundo o estudo, os estados que mais dependem dos trabalhadores imigrantes ilegais, particularmente nos setores de serviços, construção e agricultura. EFE afo/fr

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