Economia brasileira cresce 1,9% no 2º trimestre e deixa recessão

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,9% no 2º trimestre, em comparação ao trimestre anterior. O resultado positivo tira o Brasil da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda.

BBC Brasil |

Nos primeiros três meses do ano, a economia encolheu 0,8%.

O número está de acordo com as previsões de mercado, que apontavam para uma alta do PIB entre 1,5% e 2% no período.

Em valores correntes, o PIB brasileiro fecha o 2º trimestre em R$ 756,2 bilhões.

O principal componente do crescimento no 2º trimestre foi o consumo das famílias, com alta de 2,1%. Apesar da crise, os brasileiros foram às compras, impulsionados por juros menores e, sobretudo, pela redução de impostos promovida pelo governo.

Já os investimentos permaneceram estáveis no período. No primeiro trimestre do ano, o indicador chegou a cair 12,6%, contribuindo de forma significativa para o país entrar em recessão.

Indústria
Do lado da oferta, o destaque foi para a indústria, que - depois de dois trimestres negativos - voltou a crescer, com a alta de 2,1%.

A produção industrial tem sido a mais afetada pela crise econômica, e o resultado positivo foi um dos principais motivos para o crescimento de toda a economia no trimestre.

Em relação ao 2º trimestre de 2008, o PIB brasileiro sofreu uma queda de 1,2%. O dado anual permite analisar de forma mais clara o impacto da crise sobre o país.

Por esse critério, a indústria encolheu 7,9%, refletindo uma recuperação mais lenta em relação aos outros setores. O setor de serviços cresceu 2,4%, e a agropecuária caiu 4,2%.

Apesar de o país ter saído da recessão, os analistas de mercado ainda esperam um PIB negativo para este ano. A previsão é de que a economia recue 0,16%, de acordo com a pesquisa Focus, do Banco Central.

Já o governo tem uma expectativa bem mais otimista. Na semana passada, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse esperar uma alta de 1% no PIB para este ano.

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