Ecologistas também temem pelo atum de nadadeira azul do Sul

O atum de nadadeira azul do Atlântico, sobre o qual não houve acordo na conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) para proibir a comercialização, não é o único em perigo de extinção, já que, segundo os ecologistas, a espécie irmã do Sul pode correr o mesmo risco.

AFP |

A conferência da CITES, encerrada na quinta-feira, votou contra uma proposta dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) para proibir a comercialização do atum de nadadeira azul do Atlântico, que viu a população desabar nos últimos 40 anos.

Mas a situação da espécie no Sul é igual ou até mesmo pior, segundo os ecologistas, que culpam Austrália, Japão, Nova Zelândia e outros países de provocarem a quase extinção.

A maioria dos atuns do Sul, que pesam até 200 quilos, são pescados em águas australianas e perto da Nova Zelândia e da África do Sul. O preço de mercado pode chegar a milhares de dólares.

Japão e Nova Zelândia votaram na CITES contra a proibição da comercialização do atum do Atlântico, e a Austrália anunciou que não votaria a favor.

Tanto Austrália como Nova Zelândia alegam que a pesca restritiva é mais eficaz que uma proibição. Mas o Greenpeace neozelandês afirma que o os dois países buscavam, em parte, evitar pressões para não terem que acabar com a pesca da espécie do Sul.

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