E-books são estrelas da feira do livro de Frankfurt

Os livros eletrônicos, ou e-books, estão no centro das atenções na maior feira do livro do mundo, em Frankfurt, na Alemanha. Pela primeira vez nos seus 60 anos de existência, a quantidade de produtos digitalizados como DVDs, softwares, filmes e livros eletrônicos se equiparou com a de livros comuns expostos na feira.

BBC Brasil |

Os livros eletrônicos estão sendo amplamente oferecidos na feira e com boa repercussão. Dos 6 mil expositores presentes nesta edição do evento, cerca de 400 já oferecem textos para os chamados e-books.

"Esse número deve crescer bastante nos próximos anos", prevê o diretor da feira, Juergen Boos.

Novos modelos
Novos modelos de e-books como o Readius, Iliad e E-Reader foram apresentados na feira do livro e prometem mais conforto e preços mais acessíveis.

Entre as empresas que lutam por uma fatia nesse novo mercado estão a Sony e a loja virtual Amazon.

Os e-books têm uma tela fina de cristal líquido, e os textos podem ser baixados da internet.

A digitalização de textos é também um dos principais temas discutidos na feira.

Os especialistas discutem a oferta de livros que já não são mais editados ou que só tem um pequeno grupo de leitores no formato digital.

Brasil
Segundo Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), editoras brasileiras acompanham de perto a crescente popularidade dos livros eletrônicos.

Boschini afirma, no entanto, que a tecnologia ainda deve demorar para chegar ao país.

Neste ano, 43 editoras brasileiras participam da Feira do Livro de Frankfurt, em um estande conjunto organizado pela CBL. No ano passado, apenas 30 representantes do mercado editorial brasileiro estavam presentes na feira.

A feira é tradicionalmente um evento de negócios e de compra e venda de direitos autorais. Por isso, poucos autores brasileiros vieram à Alemanha. Entre os mais conhecidos estão Ziraldo e Paulo Coelho.

A remessa dos livros para o estande brasileiro foi retardada porque, segundo a CBL, uma das 400 caixas remetidas do Brasil estampava um adesivo com o símbolo de "produtos corrosivos", o que causou atrasos na liberação alfandegária.

No primeiro dia da feira, o estande brasileiro só mostrava os catálogos das editoras. No entanto, o problema já foi solucionado e agora o estande está completo.

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