Duzentos militares amotinados são presos em Bangladesh

Cerca de 200 paramilitares amotinados em Bangladesh foram detidos na madrugada desta sexta-feira depois de dois dias de revolta contra a hierarquia, informaram as forças de segurança do país.

AFP |

Os soldados também descobriram nesta sexta os corpos sem vida de pelo menos 20 oficiais, o que eleva o balanço provisório da rebelião para 42 mortos.

A rebelião começou na quarta, no quartel-general dos Bangladesh Rifles (BDR), uma unidade paramilitar encarregada da proteção das fronteiras e que conta com 70.000 homens.

Os paramilitares aparentemente se rebeleram para conseguir um aumento de soldo, subvenções para a alimentação e mais dias de mais férias. As exigências teriam sido ignoradas por seu superior, o general Shakil Ahmed, segundo a imprensa local.

Nesta quinta-feira, o exército mobilizou tanques perto do quartel-general, quando os soldados amotinados aceitaram nesta quinta-feira entregar as armas e voltar para os quarteis, anunciou o ministro do Interior, citado pelo canal de televisão ATN Bangla.

Os insurgentes acabaram com a rebelião depois do discurso da primeira-ministra Hasina Wajed, que exigiu o fim do motim, afirmou Sahara Khatun.

"Deixem as armas e voltem a seus quarteis imediatamente", afirmou Hasina Wajed em um discurso exibido pela TV nesta quinta-feira.

"Não tomem este caminho suicida. Não me obriguem a adotar medidas duras. Somos conscientes de seus problemas", advertiu a premier.

A premier Hasina, que está apenas há dois meses no cargo, conseguiu uma arrasadora vitória em dezembro, nas eleições legislativas que restabeleceram a democracia no país depois de dois anos de estado de emergência imposto porum regime de transição apoiado pelo exército.

Bangladesh, que tem uma população de 144 milhões de habitantes, foi cenário de inúmeros golpes de Estado desde sua secessão do Paquistão em 1971.

sa/fp/cn

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