Dúvidas sobre acidente levam família a adiar cremação de Haider

VIENA - Dúvidas sobre as circunstâncias que levaram à morte do líder ultradireitista austríaco Jörg Haider levaram a família a adiar a cremação do político.

EFE |


Assim publica o jornal "Kurier" em sua edição desta sexta-feira, citando fontes ligadas à família de Haider, que apontam que a viúva, Claudia, tem "dúvidas sobre a versão oficial do acidente".

A funerária encarregada da cremação dos restos de Haider confirmou que a família solicitou adiar, por enquanto, a cerimônia íntima prevista para segunda-feira passada, sem ressaltar, porém, um razão para isso.

"Isso não tem nada a ver com as teorias de uma conspiração, ninguém acredita em um atentado", explicou o ex-ministro da Justiça Dieter Böhmdorfer, advogado da família, que, no entanto, não deu nenhuma razão para o adiamento.

O "Kurier" e outros meios de comunicação austríacos indicam que a viúva desconfia que seu marido pudesse ter bebido tal quantidade de álcool em tão pouco tempo como para dar 1,8 gramas por litro de sangue, medida quase quatro vezes superior ao limite legal para dirigir.

O diário "Österreich" assegura inclusive, citando fontes do partido de Haider, que os restos do corpo foram enviados a um laboratório da Itália e se tem prevista outra prova na Alemanha para obter várias análises legistas.

A principal causa da desconfiança é que para obter a taxa de alcoolemia não se fez uma prova com o sangue de Haider, mas foram obtidas amostras de urina e tecido.

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