Durante visita de vice dos EUA, Israel aprova mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental

O Ministério do Interior de Israel anunciou nesta terça-feira que aprovou a construção de 1.600 novas casas em Jerusalém Oriental. O anúncio foi feito durante o segundo dia da visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, a Israel.

iG São Paulo |

As unidades habitacionais serão construídas na colônia judaica ultraortodoxa de Ramat Shlomo, expandindo-o tanto para o leste quanto para o sul. Segundo o comunicado, 30% das unidades serão alocadas para jovens casais, informa o jornal israelense Haaretz.

A medida provavelmente irritará os palestinos, cujos líderes recentemente concordaram em retomar negociações indiretas de paz com intermediação dos EUA.

A medida também foi anunciada um dia depois de o governo israelense ter anunciado sua decisão de ampliar com mais 112 apartamentos o assentamento de Beitar Ilit , na Cisjordânia. Segundo o governo israelense, a ampliação do assentamento foi determinada "por razões de segurança".

A comunidade internacional considera Jerusalém Oriental, anexada por Israel em 1967, como território ocupado. Construir em terra ocupada é ilegal sob a lei internacional.

O vice-presidente Joe Biden, a mais alta autoridade americana a visitar Israel e os territórios palestinos desde a eleição do presidente Barack Obama, encontra-se na região para tentar dar um impulso à retomada das negociações de paz no Oriente Médio .


Joe Biden durante encontro com Benjamin Netanyahu / AFP

Biden se encontrou nesta terça-feira em Jerusalém com o presidente de Israel, Shimon Peres, e com o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu. "Acho que estamos em um momento de real oportunidade", disse Biden em reunião com Peres.

Ele planeja visitar na quarta-feira os dirigentes palestinos em Ramallah, na Cisjordânia.

Retomada de negociações

Nesta semana, o enviado especial do governo Obama para o Oriente Médio, George Mitchell, manteve reuniões com autoridades israelenses e palestinas e conseguiu negociar a retomada de negociações indiretas , marcando o reinício de um processo de paz abandonado em dezembro de 2008.

Ainda não existe um acordo entre israelenses e palestinos sobre o conteúdo e o formato das negociações indiretas, também chamadas de "conversas de aproximação".

O governo israelense afirma esperar que as negociações indiretas sejam de curta duração e levem à retomada das negociações diretas.

Até agora, o governo israelense não tem se mostrado disposto a discutir as questões mais espinhosas do conflito nas negociações indiretas.

Já a Autoridade Palestina, que obteve o apoio da Liga Árabe para dar uma chance de quatro meses às negociações indiretas, quer abordar, desde o inicio, as questões mais problemáticas do conflito, como o destino de Jerusalém, as fronteiras de um futuro Estado palestino e o retorno dos refugiados.

* Com informações da BBC, AFP e Reuters

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