Buenos Aires, 16 jun (EFE).- O ex-presidente da Argentina Eduardo Duhalde disse hoje que não responderá às agressões do dirigente piqueteiro que o acusou de golpista e pediu o diálogo entre o Governo e o setor agropecuário, que se enfrentam pelo aumento dos impostos às exportações de grãos.

Duhalde sustentou que responder às agressões do dirigente piqueteiro Luis D'Elía, alinhado ao Governo, "só serviria para o fim dos que pretendem gerar uma escalada de violência" e considerou que "o pior favor que se pode fazer à democracia e às instituições é entrar no jogo da provocação".

Através de seu porta-voz, Luis Verdi, o ex-presidente (2002-2003) emitiu esta noite um comunicado, horas depois que D'Elía o acusou de liderar "uma conspiração" que pretende desestabilizar o Governo de Cristina Fernández de Kirchner.

"Assim como aconteceu com o Governo de Raúl Alfonsín e com o de Fernando de la Rúa, a conclusão que tiramos é que não há mais golpes aos velhos hábitos, a não ser desestabilizando as instituições (...)", sustentou o dirigente piqueteiro. EFE cw/ma

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